Novas evidências surgem sobre a expedição histórica de 1924!
George Mallory desapareceu em 8 de junho de 1924 enquanto tentava escalar o Everest, a montanha mais alta do mundo. (Fonte: Wikipédia)
A recente descoberta de restos mortais no Monte Everest pode finalmente trazer respostas para um dos maiores mistérios do alpinismo moderno. De acordo com a expedição da National Geographic, um pé calçado com uma bota e uma meia bordada com o nome “A.C. IRVINE” indicam que os restos pertencem a Andrew “Sandy” Irvine, um alpinista britânico que desapareceu em 1924 junto com seu companheiro George Mallory.
Os dois alpinistas foram vistos pela última vez a cerca de 245 metros do cume do Everest, antes de desaparecerem durante uma tentativa de conquista. Embora o corpo de Mallory tenha sido encontrado em 1999, Irvine permaneceu desaparecido até agora. O pé e a bota foram descobertos na Geleira Central Rongbuk, abaixo do local onde Mallory foi encontrado, conforme relatos que começaram a circular em 2024.
“O pé, calçado com uma bota e meias com o nome de Irvine, foi encontrado em uma altitude inferior”, afirmou Jimmy Chin, membro da equipe de exploração e cineasta, à National Geographic. “Esta é a primeira evidência real de onde Sandy foi parar”, complementou. Além disso, Chin expressou esperança de que outros itens, como a famosa câmera Kodak que a dupla levava, possam ainda estar próximos.
A busca pela câmera, que supostamente poderia conter fotos de uma possível conquista do cume, tem intrigado alpinistas e historiadores por décadas. “Isso certamente reduz a área de busca”, disse Chin, referindo-se à importância da descoberta para entender o que realmente aconteceu durante a expedição de 1924.
Para validar a identidade dos restos, a família de Irvine se ofereceu para coletar amostras de DNA. Julie Summers, sobrinha-neta de Irvine, compartilhou sua emoção ao descobrir a ligação dos restos com a história familiar: “Quando soube que havia uma referência ao nome na meia, fiquei à beira das lágrimas. É extraordinariamente comovente.”
Em meio a um cenário de aquecimento global que continuamente revela corpos de alpinistas na montanha, a descoberta dos restos de Irvine reacende o interesse pelo legado de George Mallory e Andrew Irvine, questionando se eles realmente alcançaram o topo do mundo antes de sua trágica morte.
Essas revelações não apenas fazem parte da história do Everest, mas também reafirmam a busca incessante por respostas sobre um dos maiores mistérios da exploração montanhista. A expectativa agora é que estas novas evidências possam finalmente trazer respostas claras e um fechamento emocional para a família Irvine e para a comunidade de montanhistas.
O Everest, conhecido como “teto do mundo”, segue a ser um dos destinos mais desafiadores para alpinistas, atraindo anseios e perigos que moldam suas histórias ao longo das décadas.
A equipe de documentaristas continua a trabalhar, mantendo em segredo a localização exata dos restos para evitar que caçadores de troféus interfiram nas investigações futuras. A busca por mais pistas sobre a expedicão de 1924 e seus desdobramentos continua viva.
Referências
- https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2024/10/15/restos-mortais-achados-no-everest-podem-resolver-misterio-de-100-anos.htm
- https://www.estadao.com.br/ciencia/pe-alpinista-monte-everest-misterio-nprm/
- https://veja.abril.com.br/ciencia/restos-mortais-de-montanhista-sao-encontrados-apos-um-seculo