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O filme que resgata memórias da ditadura militar e busca engajar novas gerações!

Fernanda Torres estrela novo filme de Walter Salles, que deve concorrer ao Oscar.
Fernanda Torres estrela novo filme de Walter Salles, que deve concorrer ao Oscar. — Foto: KC Armstrong/Getty Images via BBC.

O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, estreou nos cinemas brasileiros no dia 7 de novembro e já está chamando a atenção pela sua relevância histórica e emocional. A obra é baseada na história de Eunice Paiva, esposa do deputado Rubens Paiva, que desapareceu durante a ditadura militar no Brasil, e busca retratar sua luta e resiliência em um período sombrio da história do país.

Conforme Fernanda Torres afirmou em uma entrevista, o papel de Eunice Paiva é complexo e repleto de nuances. “Às vezes você sonha que seus filhos te ponham no colo, mas não dá certo. O papel da mãe é segurar”, comentou a atriz, ressaltando o peso emocional que as mães carregam, principalmente em tempos de crise. A narrativa não só representa a luta de uma mulher pela sobrevivência da família, mas também seu brio em se tornar uma especialista em direito indígena, após o desaparecimento de seu marido.

O impacto do filme vai além das salas de cinema. Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que deu origem ao filme, destacou a relevância da obra entre os jovens, muitos dos quais não viveram na época da ditadura. Ele afirmou: “A literatura é o testemunho dos vencidos e nós somos os vencidos de 1970”. Marcelo viu um crescimento do interesse jovem pela história política do Brasil, similar ao que ocorreu na Alemanha após a exibição de “A Lista de Schindler”.

Além das atuações marcantes, o filme também se destaca por seu potente roteiro, que já conquistou prêmios no Festival de Veneza. “Ainda Estou Aqui” é uma história de resiliência familiar, lembranças dolorosas e o desejo de justiça, que promete tocar o coração de muitos espectadores, independentemente de suas crenças políticas. Esse enredo ressoa especialmente em um momento em que o mundo enfrenta polarizações e a necessidade de relembrar o passado se torna essencial.

Fernanda Torres, que se dividiu entre a promoção do filme e o papel de mãe, encerrou suas reflexões com uma mensagem poderosa: “Eu adoraria que fosse um filme que trouxesse o público de volta para o cinema no Brasil”. Ela enfatiza a importância de engajar as novas gerações na discussão sobre a memória histórica e suas implicações nos dias atuais.

O filme está recebendo bastante atenção, e junto a isso, uma expectativa crescente para a próxima cerimônia do Oscar, que poderá ser uma nova oportunidade para que a história de Eunice e Rubens Paiva seja contada a uma audiência ainda maior.

Referências

  • https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/11/10/fernanda-torres-as-vezes-voce-sonha-que-seus-filhos-te-ponham-no-colo-mas-nao-da-certo-o-papel-da-mae-e-segurar.ghtml
  • https://www.metropoles.com/entretenimento/marcelo-rubens-paiva-cumpre-missao-com-jovens-apos-ainda-estou-aqui
  • https://istoe.com.br/marcelo-rubens-paiva-papel-do-cinema-e-da-literatura-e-lembrar/

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