Acusados enfrentam júri popular por morte de homem asfixiado com gás lacrimogêneo
Ex-agentes da Polícia Rodoviária Federal acusados pela morte de um homem que foi asfixiado com gás lacrimogêneo. — Foto: Reprodução/TV Globo.
Em um caso de grande repercussão, o júri popular que julga três ex-agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acontece em Aracaju, nesta sexta-feira (6). Os réus são acusados pela morte de Genivaldo de Jesus Santos, um homem de 38 anos, asfixiado com gás lacrimogêneo durante uma abordagem policial em maio de 2022, na cidade de Umbaúba.
No início da sessão, a irmã de Genivaldo, Damarise de Jesus, expressou a dor da família, destacando a importância de buscar justiça. “A dor é muito grande, sempre que a gente revê, passa e repassa os vídeos, a gente tem que estar ali. Esperamos que a Justiça seja feita”, declarou durante o julgamento.
Os ex-agentes enfrentam acusações de homicídio triplamente qualificado e tortura. O crime ocorreu quando Genivaldo foi abordado por pilotar uma moto sem capacete. Após resistir à prisão, ele foi colocado no porta-malas da viatura, onde recebeu uma bomba de gás lacrimogêneo, o que resultou em sua morte por asfixia. Um dos agentes envolvidos, Paulo Rodolpho, admitiu ter acionado a bomba, acreditando que a substância apenas imobilizaria a vítima.
Genivaldo, que lutava contra a esquizofrenia e estava sob tratamento com medicamentos controlados, foi alvo de ações que reviveram a discussão sobre a violência policial e o respeito aos direitos humanos no Brasil.
As informações sobre o caso têm mobilizado a opinião pública e gerado debates sobre a necessidade de um policiamento mais ético e respeitoso em relação às populações vulneráveis.
Ex-agentes da Polícia Rodoviária Federal são acusados pela morte de um homem que foi asfixiado com gás lacrimogêneo. — Foto: Reprodução/TV Globo.
Com o tribunal já em andamento e o debate entre acusação e defesa, o veredito final será decidido pelo Conselho de Sentença, que determinará se os réus serão absolvidos ou condenados. O juiz federal responsável pelo caso, Rafael Soares, se comprometeu a informar as sentenças caso haja condenação.
O caso de Genivaldo se destaca na memória coletiva ao evidenciar os desafios enfrentados por pessoas com problemas de saúde mental, além de ressaltar a necessidade de um policiamento responsivo e humanizado.
Genivaldo sofria de esquizofrenia e fazia uso de medicamentos controlados. — Foto: Reprodução/TV Globo.
Os desdobramentos desse julgamento são esperados com grande expectativa pela sociedade, que clama por transparência e justiça nas ações policiais.
Referências
- https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2024/12/06/caso-genivaldo-juri-de-ex-agentes-da-prf-por-morte-de-homem-asfixiado-com-gas-lacrimogeneo-acontece-em-aracaju.ghtml
- https://infonet.com.br/noticias/cidade/caso-genivaldo-juri-vai-definir-o-resultado-do-julgamento-dos-reus/