O que a transição de governo pode significar para a política monetária brasileira?
Campos Neto — Foto: Reprodução/GloboNews.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a opinião dos diretores mais recentes da instituição, incluindo seu sucessor, Gabriel Galípolo, teve um “peso cada vez maior” nas decisões tomadas durante as últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Esses encontros foram marcados por uma aceleração na alta da taxa básica de juros, contrariando os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou Galípolo ao cargo.
Em uma entrevista concedida nesta quinta-feira (19), Campos Neto ressalta: “Essa foi a tônica das últimas duas reuniões, com peso maior, obviamente, na última reunião.” Ele abordou a importância de dar mais influência às opiniões dos novos diretores, enfatizando que essa mudança visava facilitar a transição de poder. O compromisso de Campos Neto com uma transição suave ficou claro quando ele afirmou: “Tenho certeza que o BC está bem preparado.”
Recentemente, o Copom decidiu aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual, elevando-a para 12,25% ao ano. Durante a reunião, também foi anunciada a previsão de mais duas altas semelhantes para os próximos encontros. Esse ajuste na taxa foi justificado pelas preocupações com a dinâmica inflacionária, especialmente em resposta a novas medidas fiscais do governo.
Após as decisões tomadas, o presidente Lula fez críticas ao aumento dos juros, descrevendo-o como uma oposição às suas políticas. A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman, também expressou sua insatisfação, afirmando que as decisões do Copom representavam um “tapa na cara da população e dos setores produtivos da economia”. Ela ressaltou a urgência de uma nova política monetária que se adapte melhor à realidade econômica do Brasil.
Diante dessa situação crítica, a expectativa é de que o novo governo, sob o comando de Galípolo, revise as estratégias do Banco Central e busque um equilíbrio entre o combate à inflação e o estímulo ao crescimento econômico.
A transição no Banco Central é um momento significativo para a economia brasileira e para a política monetária que, sem dúvida, será acompanhada de perto pelos mercados e pela sociedade. Os leitores são encorajados a comentar suas opiniões sobre essas mudanças e a compartilhar o artigo em suas redes sociais.
Referências
- https://g1.globo.com/economia/noticia/2024/12/19/opiniao-de-galipolo-teve-peso-cada-vez-maior-nas-altas-recentes-dos-juros-diz-campos-neto.ghtml
- https://www.infomoney.com.br/mercados/campos-neto-diz-que-peso-dos-sucessores-foi-maior-na-ultima-reuniao-do-copom/