Decisão do clube gera debates sobre racismo e representatividade no cenário do futebol sul-americano!
Bap, presidente do Flamengo, na CBF — Foto: Raphael Zarko / ge
O Flamengo optou por não assinar uma nota de repúdio emitida pela Liga Brasileira de Futebol (Libra) contra Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, após sua polêmica declaração comparando times brasileiros a macacos. Esse episódio trouxe à tona um debate crucial sobre a responsabilidade das instituições no combate ao racismo no futebol.
Em uma declaração, o Flamengo justificou sua posição, afirmando que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a entidade devidamente capacitada para tratar das relações institucionais com a Conmebol. O clube reforçou seu compromisso no combate ao racismo, citando que irá incluir uma cláusula antirracista em seu estatuto como parte da luta contra a discriminação. “O Flamengo tem plena consciência de sua enorme responsabilidade social e busca, todos os dias, ações estruturais que tragam impacto positivo real para o futebol e para a sociedade”, afirmou o clube.
Os outros 16 clubes que assinaram a nota da Libra expressaram suas preocupações em relação ao discurso de Domínguez, que consideraram “gravíssimo”. A declaração ressaltou o preconceito persistente no futebol, enfatizando a necessidade de ações contundentes para erradicar comportamentos racistas. Além disso, a Conmebol agendou uma reunião para o dia 27 de março para discutir soluções para o combate à discriminação no futebol sul-americano, uma resposta aos recentes incidentes de racismo, incluindo ofensas direcionadas aos jogadores do Palmeiras.
O próprio Domínguez se desculpou publicamente após sua declaração infeliz, revelando o desconforto causado não somente entre os clubes brasileiros, mas também entre as instâncias governamentais do Brasil que expressaram seu repúdio ao comentário.
O debate sobre a eficácia das punições e a necessidade de uma abordagem mais rigorosa da Conmebol frente a casos de racismo e discriminação continua em pauta. A CBF, embora tenha aceitado participar da reunião, criticou a ineficácia das medidas que a Conmebol vem adotando para lidar com o racismo no esporte. Em resposta ao ocorrido, a CBF expôs que a entidade sul-americana não havia seguido o Protocolo Antirracismo em casos recentes.
O Flamengo, por sua vez, se compromete a lutar contra o racismo em sua essência, contribuindo para um movimento mais amplo que busca erradicar este tipo de discriminação do futebol e da sociedade brasileira.
Os desdobramentos desse debate são essenciais para moldar o futuro das relações entre clubes brasileiros e a Conmebol, especialmente em um contexto onde a luta contra o racismo é cada vez mais imprescindível.
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Referências
- https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2025/03/20/veja-por-que-flamengo-nao-assinou-a-nota-de-repudio-da-libra-ao-presidente-da-conmebol.ghtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/apos-polemicas-conmebol-fara-reuniao-com-embaixadores-sobre-racismo/
- https://www.estadao.com.br/esportes/futebol/cbf-aceita-convite-por-reuniao-mas-cita-omissao-da-conmebol-em-casos-de-racismo/