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Descubra como símbolos aparentemente inofensivos estão ligados a comportamentos extremistas!

Os símbolos do mal
Os símbolos do mal — Foto: Editoria de Arte.

No Brasil, uma nova forma de comunicação entre adolescentes tem chamado atenção: o uso de emojis e códigos para disfarçar diálogos extremistas e ideais misóginos. Essa tendência foi observada em várias plataformas sociais como X, Discord, WhatsApp e Telegram e não é exclusividade do Reino Unido, conforme retratado na série da Netflix, “Adolescência”.

Pesquisadores têm apontado que esses símbolos, que parecem inofensivos, podem esconder comportamentos violentos e discursos de ódio. Em um estudo recente, as pesquisadoras Letícia Oliveira e Tatiana Azevedo alertaram que esses ícones também são utilizados para promover práticas de cleptomania e discursos de ódio por parte de grupos que se identificam como “red pills”. Esse termo, associado a um grupo que defende uma suposta “superioridade masculina”, destaca uma preocupação crescente com o fenômeno na juventude.

“Os jovens conhecem os significados maliciosos dos ícones”, afirma um estudante ao comentar sobre a utilização de emojis como o de uma taça de vinho, usado para simbolizar um “homem com classe”. A transformação do uso dos emojis, que antes eram considerados antiquados, agora revela uma nova camada de ironia e subtexto. “Se mandei um emoji sorrindo, não quer dizer que eu achei engraçado. Às vezes é o contrário”, disse uma aluna de 16 anos, exemplificando como a comunicação muda entre gerações.

Outro ponto de destaque é a presença crescente do termo “incel”, que teve um aumento significativo nas buscas online após a estreia da série “Adolescência”. Segundo a CNN Brasil, o conceito de “incel” — que se refere a homens celibatários involuntários — é profundamente ligado a discussões sobre misoginia e extremismo. Após o lançamento da série, as pesquisas sobre esse tema dispararam, trazendo à tona questões relevantes sobre como a violência de gênero é abordada na cultura popular.

Owen Cooper em 'Adolescência'
Owen Cooper em “Adolescência”.

Além disso, as plataformas digitais têm enfrentado desafios ao lidar com conteúdos extremistas. A Polícia Civil de Goiás informa que já tomou medidas contra jovens que usam redes como o Discord para promover crimes violentos. A delegada titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás, Marcella Orçai, ressalta a importância da comunicação aberta entre pais e filhos para discutir esses temas delicados.

Concluindo, à medida que a tecnologia avança e novas formas de barreira de comunicação aparecem, é essencial que haja uma vigilância contínua sobre o que está se formando na esfera digital. O diálogo aberto é fundamental para mitigar os riscos associados a essa nova linguagem.

Os desafios colocados pelos emojis e códigos ocultos refletem a necessidade urgente de educação e conscientização sobre os perigos que podem habitar em comunicações aparentemente inofensivas. Fique atento e participe da conversa!

Referências

  • https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/03/21/como-em-sucesso-da-netflix-emojis-e-codigos-escondem-misoginia-e-crimes-de-adolescentes-nas-redes-sociais-veja-quais.ghtml
  • https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/termo-incel-tem-pico-de-buscas-apos-estreia-da-serie-adolescencia/

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