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Mobilização da categoria visa pressionar o governo em busca de mudanças significativas!

Professores se mobilizam na Praça da República
Professores se mobilizam na Praça da República. Fonte: CartaCapital

A categoria de professores da rede estadual de São Paulo decidiu, em uma assembleia realizada na Praça da República, aprovar uma greve programada para começar no dia 25 de abril. Esta decisão do sindicato Apeoesp foi impulsionada pela falta de resposta do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) às reivindicações feitas pela classe.

De acordo com os dados apresentados, a assembleia contou com a participação de aproximadamente 5 mil professores, todos preocupados com a melhoria das condições de trabalho e a valorização do ensino no estado. A categoria reivindica contratações de professores efetivos, a elevação do piso salarial e implantações que visem a climatização das escolas. A deputada estadual e presidenta do sindicato, Maria Izabel Noronha, também conhecida como Professora Bebel (PT), destacou que “a condição da categoria é cada vez pior”, refletindo sobre a pressão por resultados e assédio moral enfrentados nas escolas.

A Apeoesp já havia enviado uma pauta de reivindicações à Secretaria da Educação em fevereiro, mas afirma que não obteve retorno. Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste de 6,27% nos salários, o descongelamento de um reajuste de 10,15% que ainda não foi concedido e a reabertura de turmas que foram fechadas.

Além disso, devido a uma grave problemática relacionada à gestão e contratação de professores, o Ministério Público Estadual também se manifestou. A Promotoria entrou com ações civis públicas para que o governo recomponha o quadro de professores e diretores, alegando que há uma defasagem de mais de 40 mil profissionais efetivos na rede de ensino. Essa questão se agrava com a prática do governo de designar professores efetivos para cargos de direção, fazendo com que muitos deles deixem de dar aulas.

No dia 30 de abril, uma nova paralisação geral está programada, o que pode marcar um desdobramento importante nesta luta por melhorias no setor educacional. Comissão de educação e demais sindicatos da Coeduc estão unidos para abordar as questões que envolvem a defasagem no quadro de servidores, priorizando a defesa de uma educação pública de qualidade.

A mobilização se intensifica e espera-se que os comentários e o apoio da comunidade escolar fortaleçam a base da luta por esses direitos. Os professores conclamam a sociedade a se engajar nesta questão vital que refletirá diretamente na qualidade da educação pública no estado.

Referências

  • https://www.cartacapital.com.br/educacao/professores-da-rede-estadual-de-sp-aprovam-greve-por-contratacoes-e-novo-piso/
  • https://sinesp.org.br/noticias/aconteceu-no-sinesp/21417-governo-nao-responde-as-reivindicacoes-e-categoria-aprova-a-construcao-da-greve-da-campanha-salarial-2025
  • https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/03/promotoria-entra-com-acao-para-que-tarcisio-recomponha-quadro-de-professores-e-diretores-em-sp.shtml

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