Compartilhe

Medidas de segurança nas eleições nos EUA são inspiradas no Brasil e na Índia!

Donald Trump
Imagem: Donald Trump durante anúncio de novas regras eleitorais. Fonte: CartaCapital.

No dia 25 de março de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que introduz mudanças significativas no sistema eleitoral do país. Surpreendentemente, o decreto menciona o Brasil como um exemplo positivo a ser seguido. Segundo o documento, “a Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania”.

A biometria, que utiliza impressões digitais e fotos para confirmar a identidade do eleitor, tem sido um ponto central nas discussões sobre a segurança das eleições. O decreto de Trump reivindica que as mudanças propostas visam aumentar a segurança no processo eleitoral, mas geram polêmica, já que críticos alegam que isso pode levar à supressão de eleitores, especialmente entre as populações mais vulneráveis, como pessoas idosas e de baixa renda que podem ter dificuldade em obter documentos de cidadania.

“O objetivo é a supressão de eleitores pura e simples”, declarou Richard Hasen, especialista em direito eleitoral da Universidade da Califórnia, enfatizando as implicações dessa nova política. O decreto estipula que os estados devem exigir documentação que comprove a cidadania dos eleitores, o que pode resultar em grandes restrições ao direito ao voto.

Por outro lado, durante o julgamento de Jair Bolsonaro, que acontece atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia citou a menção ao sistema de urnas eletrônicas do Brasil como um modelo a ser seguido. Essa declaração gerou controvérsias, considerando que Trump pode ter se baseado em críticas ao Brasil e seu sistema eleitoral para justificar a necessidade de mudança.

Como observou a ministra, “o Brasil é mencionado como um exemplo de segurança para as eleições, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios internos relacionados à integridade do seu processo democrático”.

O decreto de Trump e a alusão ao Brasil levantam questões sobre a segurança das eleições e a influência das políticas internacionais sobre a democracia local. É evidente que essa ligação entre dois países com culturas políticas distintas gera debates acalorados e provoca reações variadas em diferentes esferas.

Neste contexto, é crucial que os cidadãos se mantenham informados e conscientes sobre como as políticas eleitorais afetarão seus direitos fundamentais.

Se você tem uma opinião sobre o assunto ou quer compartilhar suas ideias, não hesite em deixar seu comentário e concorrer a uma discussão construtiva.

Referências

  • https://www.cartacapital.com.br/mundo/trump-altera-regra-eleitoral-por-decreto-e-cita-o-brasil-como-bom-exemplo/
  • https://veja.abril.com.br/coluna/marcela-rahal/por-ironia-governo-trump-elogia-urnas-brasileiras-em-decreto-americano/

Compartilhe

Veja também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *