Após cinco meses do incidente, 21 torcedores ainda enfrentam consequências legais e sociais no Brasil!
Torcedores do Peñarol detidos pela Polícia Militar na Zona Oeste do Rio — Foto: Charles Júnior/ TV Globo
Cinco meses após o tumulto ocorrido em outubro de 2024 na orla do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, 21 torcedores do Peñarol, do Uruguai, ainda permanecem no Brasil. Durante a confusão, que ocorreu antes do jogo da semifinal da Taça Libertadores contra o Botafogo, os torcedores protagonizaram cenas de violência e desordem.
De acordo com informações do portal G1, dos 21 torcedores, dois continuam presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, enquanto 19 estão em liberdade provisória. Estes últimos estão sob monitoramento com tornozeleira eletrônica e estão proibidos de deixar o país. Todos residem em uma casa alugada pelo próprio clube uruguaio por motivos de segurança.
Estes torcedores respondem a diversas acusações, incluindo danos, corrupção de menores, associação criminosa e rixa. “Estamos trabalhando para que tenhamos uma definição em breve. Imagine que a vida desses torcedores parou. Eles saíram do país deles para um jogo que não terminou até hoje”, afirmam os advogados Eduardo Benfica e Roger Gomes, que fazem a defesa dos uruguaios.
Ao todo, o tumulto gerou oito processos judiciais, com três casos sendo tratados no Juizado Especial do Torcedor e os demais distribuídos para varas criminais. A confusão e as detentions dos torcedores uruguaios trouxeram à tona discussões sobre a segurança dos eventos esportivos e o papel das autoridades brasileiras na gestão de tais situações.
Torcedores do Peñarol na Cidade da Polícia — Foto: Divulgação
Conforme esclarecido, durante o período de liberdade, os torcedores de Peñarol já trocaram de residência três vezes, devido a medidas de segurança, uma vez que foram ameaçados por torcidas organizadas rivais do Rio. Com a proximidade do início da edição 2025 da Libertadores, a expectativa é que o processo legal ainda se prolongue, afetando a vida desses torcedores que apenas estavam presentes para apoiar seu time.
O caso levantou preocupações sobre as condições de segurança nos eventos esportivos e a necessidade de uma abordagem mais eficaz no manejo de torcidas organizadas. A situação desses cidadãos uruguaios, longe de casa e enfrentando problemas legais tão complexos, exemplifica os riscos associados à violência no futebol.
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Referências
- https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/03/25/cinco-meses-apos-tumulto-no-recreio-dos-bandeirantes-23-torcedores-do-penarol-ainda-seguem-no-rio.ghtml
- https://www.fogaonet.com/noticias-do-botafogo/los-pibes-21-torcedores-penarol-seguem-rio-cinco-meses-apos-tumulto-antes-jogo-contra-botafogo/
- https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/03/presidente-do-inter-defende-times-uruguaios-no-gauchao-e-apoia-ednaldo-na-cbf.shtml