Um abalo sísmico de magnitude 7,7 deixou milhares de mortos e uma missão de resgate difícil!
Esta combinação de imagens de satélite divulgadas pela Maxar Technologies em 29 de março de 2025 mostra barracos e edifícios desabados e destruídos (acima) em Mandalay, Mianmar, após o terremoto de 27 de março de 2025, e a mesma área em 23 de março (abaixo). — Foto: Handout / Satellite image ©2025 Maxar Technologies / AFP
O terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Mianmar na sexta-feira, 28 de março de 2025, deixou uma trilha de devastação com pelo menos 1.700 mortos, 3.400 feridos e mais de 300 desaparecidos. O epicentro do tremor foi localizado a apenas 16 km de Mandalay, a segunda maior cidade do país, e a uma profundidade de 10 km.
As imagens de satélite têm revelado a gravidade da destruição em áreas críticas como o Aeroporto Internacional Nay Pyi Taw e diversas localidades em Mandalay. “O governo militar do país asiático já confirmou a morte de 1.700 pessoas, além de 3.400 feridos e mais de 300 desaparecidos”, informaram fontes do G1. A gravidade da situação fez com que até mesmo países vizinhos, como Tailândia e China, fossem afetados, com desabamentos e vítimas. Na Tailândia, 18 mortes foram confirmadas, todas relacionadas ao colapso de um arranha-céu em construção na capital.
Equipes de resgate estão ativas em Mandalay, onde parte de um edifício religioso desabou, prendendo muitos monges e civis sob os escombros. “Pelo menos 180 monges estavam realizando um exame quando o terremoto provocou o desabamento. Até agora, os serviços de resgate conseguiram retirar 21 religiosos vivos e 13 corpos”, relatou um coordenador da operação.
Além disso, imagens que mostram antes e depois da catástrofe ressaltam a devastação. Um exemplo contundente é a imagem da ponte Inwa, que colapsou. Essas representações visuais são cruciais para entender o impacto da tragédia.
Esta combinação de imagens de satélite divulgadas pelo Planet Labs em 29 de março de 2025 mostra a torre de controle desabada no Aeroporto Internacional Nay Pyi Taw (E) em Naypyidaw, Mianmar, após o terremoto de 27 de março de 2025 e a mesma área em 13 de janeiro de 2025. — Foto: Handout / © 2025 PLANET LABS PBC / AFP
A comunidade internacional se mobiliza para ajudar os resgates, uma atitude rara dada a história de isolamento do governo birmanês. “É um apelo inusitado por ajuda externa, indicando a magnitude da destruição”, destacam analistas da situação.
A busca por sobreviventes continua, com numerosas equipes empregando martelos e outros equipamentos para desvendar os escombros e encontrar possíveis vítimas. Em meio ao desespero, muitos familiares permanecem esperançosos na busca por notícias de entes queridos desaparecidos.
A situação é alarmante, e a possibilidade de réplicas do terremoto ainda coloca mais vidas em risco. A população que, em sua maioria, vive sob condições precárias, enfrenta uma crise humanitária sem precedentes, onde a necessidade de assistência médica e suporte psicológico é urgente.
A gravidade do terremoto se reflete não apenas no número de vítimas, mas também nos danos materiais e na infraestrutura já debilitada pela guerra civil que assola Mianmar há anos.
Os relatos e as imagens que surgem dessa tragédia servem como um lembrete duro das vulnerabilidades enfrentadas por regiões propensas a desastres naturais. É crucial que a comunidade global atue rapidamente para mitigar os danos e apoiar os esforços de recuperação deste país abalado pela calamidade.
Referências
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/03/30/fotos-mostram-antes-e-depois-do-terremoto-em-mianmar.ghtml
- https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2025/03/30/rezas-e-lagrimas-para-os-monges-presos-sob-os-escombros-apos-terremoto-em-mianmar.htm
- https://www.bbc.com/portuguese/articles/crldr0ly7j7o