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Custos de horas extras em Baltimore podem alcançar US$ 150 milhões em 2025

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Impacto das altas vacâncias nos serviços da cidade gera preocupação entre líderes locais!

Membros do Departamento de Bombeiros de Baltimore em ação
Fonte: Gene Sweeney Jr/The Baltimore Sun

Baltimore se encontra em uma situação financeira delicada, com líderes da cidade alertando que os custos totais relacionados a horas extras de funcionários públicos podem chegar a impressionantes US$ 150 milhões neste ano de 2025. Durante uma apresentação feita na última quinta-feira pelo Presidente do Conselho Municipal, Zeke Cohen, foi revelado que aproximadamente US$ 39 milhões já foram gastos em horas extras apenas até abril, indicando um cenário preocupante para o restante do ano.

Conforme as informações fornecidas, em 2023, a cidade gastou US$ 114 milhões em horas extras, enquanto no ano seguinte, esse número subiu para US$ 139 milhões. A previsão atual sugere que, mesmo com um orçamento de apenas US$ 76,7 milhões destinado às horas extras para o ano fiscal de 2025, a cidade pode enfrentar despesas muito além desse limite. O orçamento proposto pelo prefeito Brandon Scott para o ano de 2026 recomenda US$ 89,5 milhões para gastos com horas extras, evidenciando uma estratégia que pode não ser sustentável ao longo do tempo.

A gestão do orçamento da cidade está sendo desafiada por altos índices de vacância em diversas agências, com cerca de 37% dos cargos vagos em posições que não são preenchidas há mais de 18 meses. Isso leva a um aumento significativo nos gastos com horas extras, já que serviços essenciais, como o combate a incêndios e a manutenção da segurança pública, não podem ser comprometidos.

“Os níveis de horas extras não são financeiramente sustentáveis”, afirmou o vereador Mark Conway, referindo-se ao caso notório de um paramédico de Baltimore que, no ano passado, acumulou US$ 358.586 em horas extras, tornando-se o funcionário mais bem pago da cidade.

Reunião do conselho municipal de Baltimore discutindo orçamento
Fonte: FR1 Affiliate images

A situação crítica da cidade é refletida em uma maior pressão para preencher os cargos vagos, uma vez que a atual escassez na força de trabalho dos serviços de emergência é uma preocupação nacional. A diretora do orçamento, Laura Larsen, destacou que “a continuidade do financiamento para essas posições é fundamental para melhorar o serviço prestado”. As agências mais afetadas incluem a Polícia de Baltimore, o Departamento de Incêndios da Cidade e o Departamento de Obras Públicas, que atualmente representam a maior parte dos gastos com horas extras.

Líderes da cidade estão agora buscando alternativas para reduzir os gastos, enquanto o Conselho Municipal questiona as práticas administrativas que permitem a alocação retroativa de fundos, uma abordagem que muitos consideram como uma “forma viciosa de operar” que não reflete a transparência necessária nas finanças públicas.

Diante desse cenário, é fundamental que os cidadãos de Baltimore e todas as partes interessadas permaneçam informados e envolvidos na discussão sobre a sustentabilidade financeira da cidade.

Se você tem opiniões ou informações sobre a questão das horas extras e a força de trabalho em Baltimore, sinta-se à vontade para compartilhar seus comentários abaixo!

Referências

  • https://www.ems1.com/legislation-funding/baltimore-overtime-costs-could-hit-150m-in-2025

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