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Julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe começa com depoimentos

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A expectativa é de que o julgamento se encerre ainda em 2025, impactando as eleições.

Jair Bolsonaro e outros réus da tentativa de golpe
Jair Bolsonaro, Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres, Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos e Paulo Sérgio Nogueira — Foto: g1

Na manhã desta segunda-feira (9), teve início o aguardado julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado que ocorreu em 2022, com o intuito de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa dos réus, conforme apurado, é que o processo, que antes poderia se estender até 2026, seja concluído ainda este ano, com a possibilidade de o julgamento ocorra em agosto ou setembro, antes do recesso judicial em julho.

Os depoimentos, que marcam uma nova fase no processo, começaram com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e principal delator do inquérito. Cid, que disparou acusações relevantes sobre o que ocorreu, será interrogado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. O processo é crítico, pois as declarações de Cid podem influenciar significativamente as decisões judiciais.

“Os réus agora creem que o julgamento pode ser marcado até setembro”, afirmou uma fonte que preferiu não se identificar, destacando a preocupação de que o resultado do caso contamine o debate eleitoral de 2026. A defesa argumenta que “o ritmo imposto pela Primeira Turma do STF permite que o caso não se arraste mais”, e que há convicção de que não haverá adiamento, a menos que novos fatos surjam.

Além de Mauro Cid, outros aliados de Bolsonaro também serão ouvidos, e a estratégia de interrogatório adotada por Moraes permitirá uma abordagem mais intimista, semelhante a um tribunal do júri. “Essa abordagem foi uma escolha para garantir que todos os réus possam ser interrogados de forma justa e transparente”, informou uma fonte do STF.

O cenário é dinâmico e pode alterar as estratégias políticas para as próximas eleições, especialmente considerando a inegável diminuição do discurso eleitoral de Bolsonaro, o qual se vê inelegível e em riscos de condenações. Uma pesquisa recente revelou um aumento de outros nomes da direita que podem ocupar o espaço deixado pela figura do ex-presidente.

A importância desse julgamento não pode ser subestimada, uma vez que as decisões a serem tomadas nos próximos meses poderão definir não apenas o futuro de Bolsonaro, mas também influenciar substancialmente o cenário político no Brasil.

Para finalizar, a interação e a troca de opiniões sobre este tema são muito bem-vindas. Os leitores são convidados a comentar e compartilhar suas visões sobre os desdobramentos desse caso.

Referências

  • https://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/2025/06/09/reus-julgamento-tentativa-de-golpe.ghtml
  • https://www.infomoney.com.br/politica/relembre-as-acusacoes-feitas-por-mauro-cid-em-delacao-premiada-contra-reus/
  • https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/06/infografia-mostra-como-serao-depoimentos-de-bolsonaro-e-aliados-no-stf.shtml

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