Com mais de 200 mil crianças em situação de trabalho, Minas Gerais lidera o ranking nacional; o que pode ser feito?

Em Belo Horizonte, cenas de crianças trabalhando com comércio ambulante nas ruas são comuns. Fonte: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press – outubro/2012.
O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, traz à tona um problema persistente no Brasil, e em especial em Minas Gerais, onde mais de 213 mil crianças e adolescentes estão envolvidos em atividades laborais. Minas é o estado que lidera o ranking nacional em número absoluto de casos, seguidos por São Paulo e Pará, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O trabalho infantil é uma violação dos direitos humanos e compromete o desenvolvimento integral das crianças. Aproximadamente 6.372 crianças foram resgatadas de situações irregulares desde 2023, muitas expostas às piores formas de trabalho, como atividade nas ruas sob sol e chuva, segundo informações do MTE. A advogada Karolen Gualda Beber alerta que essas práticas não apenas afetam a saúde física e mental dos jovens, mas também perpetuam ciclos de pobreza e desigualdade social.
De acordo com a secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, Taís Adams, “o trabalho infantil é uma chaga social que rouba a infância e o futuro de milhões de crianças.” Para mudar esse cenário, é necessário um esforço coletivo que envolva poderes públicos, empregadores e a sociedade civil. O fortalecimento das políticas públicas e ações de prevenção são cruciais para garantir que crianças possam viver plenamente, em vez de serem forçadas a trabalhar.
A realidade encontrada nas ruas de Minas Gerais é desoladora, com muitas crianças atuando como vendedores ambulantes. “Basta sair pelas ruas para ver crianças na venda ambulante. Isso é uma das piores formas de trabalho infantil”, afirma Elvira Mirian Veloso de Mello Cosendey, coordenadora do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Minas Gerais.
É essencial que todos nós façamos nossa parte. Se você avistar casos de trabalho infantil, considere denunciar através dos canais de direitos humanos ou do Ministério Público do Trabalho. Buscar a erradicação dessa prática é uma responsabilidade de todos.
Por fim, a luta contra o trabalho infantil exige não apenas conscientização, mas também ações concretas. Ao discutir esses temas e compartilhar informações, podemos contribuir para um futuro mais justo e livre para nossas crianças.
Referências
- https://www.em.com.br/gerais/2025/06/7171081-trabalho-infantil-recua-mas-minas-lidera-ranking-nacional.html
- https://appsindicato.org.br/a-app-sindicato-reforca-a-sua-defesa-pelos-direitos-das-criancas-nas-escolas/
- https://noticias.r7.com/cidades/exposicao-a-sol-chuva-e-transito-marcam-realidade-de-criancas-resgatadas-do-trabalho-infantil-12062025/
