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STF decide contra a proibição da Marcha da Maconha em Sorocaba e 17ª edição ocorre em São Paulo

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Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista enquanto o STF declara inconstitucional a proibição da marcha

Manifestantes na Avenida Paulista durante a Marcha da Maconha em São Paulo.
Manifestantes realizam neste sábado (14) da 17ª edição da Marcha da Maconha em São Paulo, na Avenida Paulista. — Foto: Berverlin Albuquerque/g1

No último dia 13 de junho de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a lei do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, que proibia a realização da Marcha da Maconha. O ministro Alexandre de Moraes, seguindo o voto de Gilmar Mendes, argumentou que a legislação cerceava direitos fundamentais à liberdade de expressão e reunião, afetando diretamente as manifestações que visam à descriminalização do uso de drogas.

Os ministros compreenderam que essa proibição “impede passeatas e marchas relacionadas à descriminalização do uso de drogas, cerceando direitos fundamentais de maneira total e indiscriminada”, ressaltou Mendes. O ato de manifestar-se é fundamental para discutir questões como direitos humanos e políticas públicas, enfatizou o relator do caso.

Coincidentemente, no mesmo dia da decisão do STF, a 17ª Marcha da Maconha ocorreu em São Paulo, na Avenida Paulista, reunindo milhares de ativistas. Os manifestantes reivindicaram a legalização da cannabis tanto para fins medicinais quanto recreativos, abordando também questões de justiça social e reparação histórica.

O evento, que conta com a presença de diversos grupos sociais, é uma das maiores manifestações antiproibicionistas da América Latina. “O clima tá tenso: ‘reparação, direitos e liberdade’ é o tema que levanta a discussão sobre a crise climática e a violência policial”, afirmou Luiz Fernando Petty, um dos organizadores.

Manifestantes durante a Marcha da Maconha na Avenida Paulista.
Manifestantes realizam neste sábado (14) da 17ª edição da Marcha da Maconha em São Paulo, na Avenida Paulista. — Foto: Berverlin Albuquerque/g1

Outra característica marcante da marcha foi a crítica à “falsa descriminalização” promovida pelo STF, que, apesar de ter descriminalizado o porte de maconha para consumo pessoal, ainda permite que a polícia considere indivíduos como traficantes. “Essa descriminalização é insuficiente e beneficia apenas quem já detém poder econômico”, destacou Petty.

Casal participando da Marcha da Maconha em São Paulo.
O casal Giuliana e Gisele, que fazem uso do canabidiol para fins medicinais. — Foto: Berverlin Albuquerque/g1

A Marcha da Maconha se consolidou como um espaço importante para aqueles que usam a cannabis não apenas recreativamente, mas também para tratamento médico. Muitas histórias de vida foram compartilhadas por participantes, ressaltando como a maconha impacta positivamente a saúde e a qualidade de vida de usuários.

Com um clima pacífico e sem incidentes, a marcha de 2025 foi um sucesso, reunindo milhares de pessoas em defesa da legalização da cannabis no Brasil. Os organizadores esperam que a mobilização continue a fortalecer o debate em torno da descriminalização e da legalização das drogas.

O engajamento da população é fundamental. Comente abaixo sua opinião sobre a Marcha da Maconha e a necessidade de mudanças nas leis relacionadas ao uso de drogas no Brasil!

Referências

  • https://www.cartacapital.com.br/justica/prefeito-tiktoker-pode-proibir-a-marcha-da-maconha-stf-decide/
  • https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/14/manifestantes-ocupam-a-avenida-paulista-neste-sabado-durante-a-17a-marcha-da-maconha.ghtml
  • https://www.brasildefato.com.br/2025/06/13/marcha-da-maconha-sp-acontece-neste-sabado-14-com-presenca-de-indigenas-guarani-e-mst/

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