Como a bomba destruidora de bunkers pode mudar o rumo da guerra no Oriente Médio?

Militares da Força Aérea dos EUA transportam a bomba MOP GBU-57 em imagem de maio de 2023 da base aérea de Whiteman, no Missouri — Foto: U.S. Air Force via AP.
No último sábado (21), os Estados Unidos entraram de forma decisiva no conflito entre Israel e Irã, ao realizar bombardeios direcionados a instalações nucleares iranianas. A movimentação militar dos EUA foi intensificada com o uso da bomba GBU-57 MOP (Massive Ordnance Penetrator), conhecida como a “destruidora de bunkers”, única arma capaz de penetrar nas estruturas subterrâneas de enriquecimento de urânio do Irã.
Durante o ataque, o presidente Donald Trump declarou: “Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan.” Ele ressaltou que a operação foi realizada com um completo arsenal de bombas, destacando a capacidade exclusiva dos Estados Unidos de realizar tais ataques, mencionando: “Nenhuma outra força armada do mundo poderia fazer isso. AGORA É TEMPO PARA A PAZ.”

Bomba MOP — Foto: Kayan Albertin/Editoria de Arte g1.
A bomba GBU-57 pesa cerca de 14 mil quilos e, ao ser lançada, é capaz de penetrar até 61 metros abaixo da superfície antes de explodir. Tais características a tornam ideal para o ataque às instalações críticas iranianas, que se encontram profundamente enterradas. A implantação dessa bomba é vista como um golpe potencial e devastador para o programa nuclear de Teerã.
A situação em campo se intensificou depois que Israel, que não possui a MOP em seu arsenal, solicitou apoio dos EUA para sua ofensiva. As forças aéreas israelenses afirmaram ter conquistado a superioridade nos céus iranianos, permitindo que os bombardeiros B-2 dos EUA realizassem os ataques. Esses bombardeiros são os únicos equipados para lançar a GBU-57, o que ressalta a dependência de Israel em relação ao suporte militar americano.
O ataque a Fordow, uma das principais installations nucleares do Irã, foi a culminação de uma série de ofensivas mais amplas por parte de Israel, que já havia neutralizado várias defesas aéreas iranianas.
Entretanto, a possibilidade de retaliação por parte do Irã permanece um grande ponto de tensão, e os líderes do país já manifestaram que a continuidade do apoio americano a Israel pode gerar uma escalada militar significativa. Desse modo, a dinâmica do conflito permanece repleta de incertezas e riscos.
O cenário global se complica à medida que as potências se posicionam, e esse ataque pode ser o catalisador para um conflito mais amplo no Oriente Médio. Os leitores são convidados a comentar suas opiniões e a compartilhar este artigo para que mais pessoas entendam o contexto dessa crise.
Referências
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/06/21/eua-entra-na-guerra-como-e-a-bomba-destruidora-de-bunkers-que-pode-acabar-com-o-programa-nuclear-iraniano.ghtml
- https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2025/06/avioes-capazes-de-lancar-superbomba-no-ira-decolam-dos-eua.shtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-deslocam-bombardeiros-b-2-enquanto-trump-avalia-atacar-o-ira/
