Como é fazer parte de uma equipe de elite em uma corrida mundial?

Peugeot 9X8 – Peugeot TotalEnergies. Fonte: Joao Filipe / DPPI
No último fim de semana, a equipe Peugeot TotalEnergies participou das 6 Horas de São Paulo, uma etapa marcante do Mundial de Endurance (WEC). A corrida aconteceu no famoso Autódromo de Interlagos, e, pela primeira vez, tive a oportunidade de ver de perto o funcionamento desse grande evento, como “estagiário” da equipe.
Como descreveu o jornalista Henrique Rodriguez em sua cobertura, a equipe Peugeot é composta por uma força-tarefa de 60 profissionais. “A equipe veio para o Brasil acompanhada de containers com todas as peças de reposição, equipamentos, uniformes, comida, computadores e, claro, os carros,” destacou Rodriguez. A responsabilidade em cada detalhe é crucial para garantir o bom desempenho na pista.
Uma das etapas mais importantes antes da corrida foi o track walk. Durante essa caminhada, os pilotos conheceram as particularidades da pista, o que é fundamental para a preparação. “A mensagem compreendida”, mencionou o engenheiro-chefe Mathieu Neuville, ao discutir a relevância desse momento de concentração para os pilotos, incluindo Malthe Jakobsen, que pisou pela primeira vez no asfalto paulista.

Trabalhando na WEC. Fonte: Joao Filipe / DPPI
Os desafios em Interlagos se intensificam devido ao traçado íngreme e à necessidade de ajustes aerodinâmicos nos hipercarros, como o Peugeot 9X8. Este modelo é um verdadeiro monstro da engenharia, equipado com um motor V6 2.6 biturbo e um motor elétrico que, juntos, oferecem uma potência impressionante de 680 cv. Os engenheiros estão sempre em busca de otimizações, e a equipe realizou testes de como o carro se comporta nas curvas desafiadoras do circuito.
Durante os treinos e a corrida, a organização não poderia ser mais precisa. “A comunicação com os pilotos é aberta para o rádio da equipe, que sabe exatamente o que fazer em cada situação”, ressaltou Rodriguez sobre a dinâmica na equipe. O ambiente nos boxes era eletricamente carregado, com os mecânicos treinando trocas de pneus em tempo recorde, um aspecto que pode decidir a corrida.

Box da Peugeot durante as 6 Horas de São Paulo. Fonte: Joao Filipe / DPPI
“‘Box, box, box!’ foi uma das minhas instruções durante o treino”, lembrando a intensidade do treinamento. Cada segundo conta, e um erro pode comprometer toda a operação. Com pneus pesando 23 kg e uma pistola pneumática que exige precisão, a prática é vital para os mecânicos. Não é apenas uma corrida, é um trabalho em equipe onde a confiança em cada membro da equipe é fundamental.
Este estagiário saiu com uma nova perspectiva sobre o automobilismo. Se você teve a oportunidade de acompanhar de perto uma etapa do WEC ou tem interesse em saber mais sobre o universo das corridas, deixe seu comentário abaixo e compartilhe suas impressões!
