Investigação apura esquemas de corrupção e apreensão de bens luxuosos de grande valor no Amapá e em Minas Gerais!

Carros de luxo e obras de arte são apreendidos na Grande BH em operação contra fraudes no DNIT — Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) iniciou uma operação em 22 de julho de 2025 com o alvo diretamente relacionado ao empresário Luiz Otávio Fontes Junqueira, presidente da LCM Construção e Comércio. Segundo as investigações, Junqueira é o beneficiário de um esquema elaborado que, de acordo com laudos periciais, poderia ter gerado desvios de verbas públicas significativas, totalizando aproximadamente R$ 680 milhões.
Ainda de acordo com a PF, o empresário teria se beneficiado do direcionamento de licitações e um envolvimento direto com práticas fraudulentas que simulavam competição em pregões licitatórios. “A empresa e seu diretor estão à inteira disposição das autoridades, confiando que os fatos sob investigação serão prontamente esclarecidos”, declarou a LCM.
Durante a operação, foram apreendidos três carros de luxo, incluindo Porsches, além de 13 obras de arte valorizadas. Os carros estavam na residência de Junqueira, em Nova Lima, e foram parte do conteúdo de uma busca e apreensão realizada pela PF. As obras de arte sequestradas incluem quadros de artistas renomados como Guignard e Portinari em meio a um crescente esquema de fraudes envolvendo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Amapá, uma localidade com histórico problemático de corrupção em contratos relacionados a manutenção de rodovias.
Outro ponto em destaque é o ex-superintendente do DNIT no Amapá, Marcello Linhares, que, segundo investigações, teria articulado fraudes com Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em diálogos interceptados, a PF encontrou evidências de uma trama complexa para favorecer algumas empresas durante licitações do Departamento.
Os bens confiscados não se limitam apenas a veículos; também foram encontrados relógios de grife e joias na residência do empresário. O bloqueio de R$ 8 milhões foi determinado pela Justiça para assegurar que esses bens não sejam dilapidados durante o processo investigativo.
Em resposta às alegações, tanto a LCM quanto o DNIT negaram envolvimento em atos de corrupção, reiterando que estão colaborando com as autoridades para recuperar a integridade de suas operações.
A situação continua a se desenrolar, com pedidos de explicações a vários dos envolvidos. A sociedade civil aguarda desdobramentos desse caso, que é emblemático da luta contra a corrupção no Brasil. Os leitores são incentivados a compartilhar suas opiniões e considerações sobre este tema sensível de interesse público.
Referências
- https://www.metropoles.com/colunas/fabio-serapiao/quem-e-o-empresario-alvo-da-pf-que-recebeu-r-10-bi-do-governo-federal
- https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2025/07/22/carros-de-luxo-e-obras-de-arte-sao-apreendidos-na-grande-bh-em-operacao-contra-fraudes-no-dnit.ghtml
- https://www.estadao.com.br/politica/blog-do-fausto-macedo/piloto-como-o-chefe-do-dnit-do-amapa-usava-o-cargo-para-fraudar-licitacoes-segundo-a-pf/
