Conheça a trajetória de Eweline Passos Rodrigues, de vítima de feminicídio a uma das figuras mais controversas do tráfico carioca!

Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, era casada e tinha dois filhos — Foto: Reprodução.
A história de Eweline Passos Rodrigues, mais conhecida como Diaba Loira, é marcada por uma reviravolta impressionante, passando de vítima de feminicídio a traficante de drogas. Aos 28 anos, essa mulher tornou-se uma figura notória, que foi executada em um violento confronto no Rio de Janeiro, em meio a uma intensa disputa entre facções rivais.
Diaba Loira foi morta a tiros na madrugada do dia 15 de agosto de 2025, em um tiroteio nas comunidades do Fubá e do Campinho, na Zona Norte do Rio. O seu corpo foi encontrado em Cascadura, onde a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. Antes de sua morte, ela acumulava cerca de 70 mil seguidores nas redes sociais, onde frequentemente ostentava armas e desafiava outros traficantes.
Antes de se envolver com o tráfico, Diaba Loira era uma figura comum, casada e mãe de dois filhos, levando uma vida aparentemente tranquila como cobradora interna e alfaiate. Sua vida mudou drasticamente após uma tentativa de feminicídio em 2022, quando foi esfaqueada pelo ex-companheiro. Essa brutalidade a levou a se aproximar do mundo do crime, inicialmente se ligando ao Comando Vermelho (CV) e, posteriormente, rompendo para se aliar ao Terceiro Comando Puro (TCP).
A trajetória de Diaba Loira já era marcada por altos e baixos: seu primeiro contato com a polícia ocorreu em 2023, quando foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Em 2024, ela foi novamente detida, agora com a acusação de porte ilegal de armas. O seu envolvimento com o tráfico culminou em um conflito com membros do CV, levando a diversas ameaças e um juramento de morte a partir de suas antigas ligações.
Durante sua passagem pelo submundo do crime, Diaba Loira desprezou as ameaças, afirmando em vídeos: “Não me entrego viva, só saio no caixão.” Sua vida se tornou sinônimo de perigo e bravura no meio do tráfico, e ela se tornou alvo de disputas territoriais entre facções.
Diaba Loira também deixava claro seu desprezo por seus rivais em postagens nas redes sociais, as quais frequentemente se transformavam em desafios. Em uma de suas publicações, ela mencionou: “É para eu ter medo? Eu estava do lado de vocês esse tempo todinho, sei que vocês são despreparados.”
A morte de Diaba Loira é um exemplo trágico do ciclo de violência no tráfico de drogas no Brasil e representa a complexidade das questões que envolvem violência, gênero e crime organizado. Espera-se que sua história leve a uma reflexão sobre o tema e promova discussões sobre a realidade enfrentada por milhares de mulheres no país.
Se você ficou interessado nesta narrativa envolvente e gostaria de discutir mais sobre o tema, sinta-se à vontade para deixar seus comentários abaixo e compartilhar esse artigo!
Referências
- https://extra.globo.com/rio/casos-de-policia/noticia/2025/08/de-vitima-de-tentativa-de-feminicidio-a-traficante-do-cv-e-depois-tcp-conheca-diaba-loira-executada-no-rio-apos-troca-de-faccao.ghtml
- https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/diaba-loira-e-morta-a-tiros-apos-confronto-entre-cv-e-tcp-veja-video
