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Anvisa proíbe a venda de suplementos de quatro novas empresas no Brasil

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A decisão da Anvisa levanta preocupações sobre a segurança dos suplementos alimentares no mercado

Whey protein: Em testes realizados pela Anvisa, apenas uma entre 26 marcas do suplemento apresentou resultados satisfatórios.
Imagem: Whey protein em testes da Anvisa. Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, no dia 25 de agosto de 2025, a proibição da fabricação, venda e uso de suplementos alimentares de quatro empresas no Brasil. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da União, reflete uma crescente preocupação com a segurança dos produtos disponíveis no mercado.

A decisão da Anvisa se deu por diversas irregularidades encontradas nos suplementos, que vão desde o uso de substâncias não autorizadas até relatos de efeitos adversos graves. A divisão de fiscalização da agência tem intensificado os esforços para garantir a segurança dos consumidores, considerando que, entre 2020 e 2025, 63% dos processos de investigação abertos envolviam suplementos alimentares.

Os produtos interditados são:

1. Floral Ervas do Brasil LTDA – Os suplementos incluem Magnésio Dimalato e Magnésio Quelato, além de outros, que apresentaram problemas com a ausência de estudos de estabilidade e propagandas enganosas.
2. Gold Suplementos LTDA (marca Gold Labs/Bariatric) – Esta marca estava relacionada à importação e venda sem o devido registro e com substâncias proibidas, além de relatos de efeitos adversos graves.
3. Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) – O produto Goma Hidratada Ekobom teve lotes com embalagens estufadas, o que pode indicar risco de contaminação.
4. Sunfood Clinical Brasil Indústria e Comércio (marca Nutrivitalle) – A empresa estava operando sem registro sanitario, utilizando ingredientes não permitidos e fabricando em local não autorizado.

A Anvisa orienta todos os consumidores que adquiriram esses produtos a suspender o uso e, caso apresentem sintomas adversos, a procurar atendimento médico. A agência também notificou que as medidas de proibição são válidas para todo o território nacional.

Além disso, a Anvisa reconheceu que a confusão entre o nome dos produtos e a razão social das empresas dificulta a identificação dos responsáveis. Renata Ferreira, coordenadora de fiscalização, mencionou que a Anvisa pretende implementar ferramentas de inteligência artificial para agilizar a identificação de produtos irregulares, especialmente na internet, onde muitos anúncios chegam a enganar os consumidores.

A situação atual levanta questões sobre a qualidade dos suplementos disponíveis e enfatiza a necessidade de um maior rigor nas fiscalizações. Comente sobre o que você pensa a respeito desta decisão da Anvisa e compartilhe com amigos que possam estar utilizando suplementos alimentares!

Referências

  • https://veja.abril.com.br/saude/anvisa-proibe-venda-de-suplementos-de-quatro-novas-empresas-veja-quais-sao/
  • https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2025/08/anvisa-proibe-duas-marcas-de-suplemento-alimentar-saiba-quais-sao-e-entenda-o-motivo-cmeudjsnf018f01679i0dyzq7.html

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