|

James Webb revela novas descobertas sobre o cometa interestelar 3I/ATLAS

Compartilhe

Nova análise do telescópio revela características surpreendentes do cometa que não se via antes!

Cometa 3I/ATLAS visto pelo Telescópio Hubble
Fonte: Hubble

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) fez a sua primeira observação do cometa interestelar 3I/ATLAS em 6 de agosto de 2025, revelando uma série de características fascinantes sobre este visitante cósmico. Descoberto em 1º de julho de 2025 pelo sistema de alerta ATLAS, 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interstelar identificado em nosso sistema solar, seguindo os conhecidos 1I/’Oumuamua e 2I/Borisov.

Cientistas estão bastante animados com as descobertas realizadas pelo JWST. “Estudar cometas como 3I/ATLAS nos ajuda a entender as condições que prevaleciam em outros sistemas estelares durante sua formação”, afirma Robert Lea, autor do artigo original sobre as descobertas.

O estudo do JWST analisou a composição química do cometa e detectou gases como dióxido de carbono, água e carbono monóxido em sua “coma”. Um resultado surpreendente revelou a maior proporção de dióxido de carbono em relação à água já observada em um cometa, o que pode oferecer pistas sobre as condições em que 3I/ATLAS se formou. A abundância de dióxido de carbono sugere que o núcleo do cometa poderia estar rico nesse elemento, que está associado a níveis elevados de radiação ou formação em uma região específica chamada “linha de gelo de dióxido de carbono”.

O que faz do 3I/ATLAS um objeto único?

Além disso, a pesquisa indicou que o cometa pode ter aproximadamente 7 bilhões de anos, o que o torna o mais antigo já registrado, superando em cerca de 3 bilhões de anos a idade do nosso sistema solar. O JWST, seguindo o legado de observações feitas pelo Hubble, continua a desvendar segredos sobre este e outros cometas interestelares.

Gráfico mostrando a trajetória do cometa 3I/ATLAS
Fonte: Visualização do sistema solar

Astrofísicos acreditam que a rota do 3I/ATLAS através do sistema solar, que revela sua origem na “disco espesso” da Via Láctea, pode nos contar mais sobre as condições que cercavam as estrelas mais antigas. “As observações do JWST são cruciais e certamente permitirão mais descobertas sobre a evolução dos cometas e o espaço em geral”, conclui a pesquisa.

Com o contínuo monitoramento do 3I/ATLAS, a comunidade científica está ansiosa para aprofundar o conhecimento sobre esse fascinante visitante do cosmos. Os dados colecionados ajudarão a entender melhor não apenas a história do cometa, mas também a formação de nosso próprio sistema estelar.

Participe da discussão e compartilhe suas opiniões nos comentários abaixo!

Referências

  • https://www.space.com/astronomy/james-webb-space-telescope-takes-1st-look-at-interstellar-comet-3i-atlas-with-unexpected-results

Compartilhe

Veja também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *