O legado do jornalista que desafiou a censura da ditadura militar e marcou gerações na imprensa

Jornalista Mino Carta, fundador da revista Carta Capital, tinha uma relação muito próxima com o presidente Lula (PT), de quem era amigo pessoal. Na foto, o encontro deles em 24.06.2024, em Brasília. — Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação.
O Brasil se despediu de Mino Carta, um dos jornalistas mais respeitados e influentes do país, que faleceu na madrugada do dia 2 de setembro de 2025, aos 91 anos. O jornalista estava internado há duas semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e enfrentava problemas de saúde há mais de um ano. A causa do falecimento não foi divulgada, mas sua trajetória marcante na imprensa permanece viva na memória de muitos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu pesar pela perda do amigo, destacando que Mino “mostrou que a imprensa livre e a democracia andam de mãos dadas”. Lula confirmou sua presença no velório, ocorrido na capital paulista. “Ele fez história no jornalismo brasileiro: criou e dirigiu algumas de nossas principais revistas, formou gerações de profissionais”, ressaltou o presidente.
Mino Carta, que nasceu em Gênova, na Itália, em 1933, mudou-se para o Brasil com a família na década de 1940. Ao longo de sua carreira, fundou e dirigiu publicações de grande relevância, como a revista Quatro Rodas, Veja, Isto É e, mais recentemente, Carta Capital, que completou 31 anos no ano de sua morte. Ele lidou com diversos desafios, especialmente durante a ditadura militar, onde enfrentou a censura e se destacou ao publicar denúncias de tortura, tornando-se uma figura emblemática na luta pela liberdade de expressão.
Mino Carta é lembrado não apenas por sua coragem e espírito crítico, mas também por seu compromisso em promover um jornalismo sério e responsável. Segundo ele, a revista que fundou em 1994 se baseou em três pilares: fidelidade aos fatos, espírito crítico e fiscalização do poder.
Sua morte é uma grande perda para o jornalismo brasileiro. As palavras de Lula sintetizam a importância do jornalista: “Estas décadas de convivência me dão a certeza de que Mino foi – e sempre será – uma referência para o jornalismo brasileiro”.
Mino deixa um legado de integridade, coragem e uma luta incansável pela verdade. O mundo do jornalismo lamenta sua partida, mas sua influência continuará a inspirar novas gerações.
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Referências
- https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/02/lula-lamenta-morte-de-mino-carta-mostrou-que-a-imprensa-livre-e-a-democracia-andam-de-maos-dadas.ghtml
- https://saude.abril.com.br/medicina/mino-carta-jornalista-morre-91-anos/
- https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2025/09/02/morte-mino-carta.htm
