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Ainda Estou Aqui: O Triumpho do Cinema Brasileiro no Grand Prix FIPRESCI

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Filme de Walter Salles conquista a crítica internacional e faz história

Imagem do filme 'Ainda Estou Aqui', de Walter Salles, com Selton Mello e Fernanda Torres.
Imagem do filme ‘Ainda Estou Aqui’, de Walter Salles, com Selton Mello e Fernanda Torres. – Foto: Reprodução/Twitter

O cinema brasileiro vive um momento de celebração com a conquista do filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que foi eleito o melhor filme do ano pela Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI). O longa se destacou em um universo competitivo, recebendo votos de 739 críticos de 75 países.

Essa é a primeira vez que uma obra brasileira recebe o Grand Prix FIPRESCI, uma honraria dada anualmente a um filme que se destaca pela crítica em todo o mundo. A votação online foi um marco, ressaltando a importância do cinema nacional no cenário global. Segundo Salles, “esse prêmio é muito especial para todos nós que fizemos ‘Ainda Estou Aqui’ e para o cinema brasileiro”, destacando o impacto positivo da crítica para a visibilidade do filme.

Casa que foi cenário do filme Ainda estou aqui, na rua Roquete Pinto, na Urca.
Casa que foi cenário do filme Ainda estou aqui, na rua Roquete Pinto, na Urca. — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

O longa, que narra a história de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, e o impacto do desaparecimento de seu marido durante a ditadura militar, já conquistou vários prêmios, incluindo o Oscar de melhor filme internacional. A trajetória do filme começou com sua estreia no Festival de Veneza de 2024 e, desde então, ele acumulou mais de 60 prêmios internacionais e nacionais.

Walter Salles, que já foi reconhecido por sua obra cinematográfica, receberá o Grand Prix em uma cerimônia de gala no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, que ocorrerá em 19 de setembro de 2025. O evento será uma celebração do cinema e representará não apenas um reconhecimento ao diretor, mas também ao talento brasileiro.

Entrada da casa que foi cenário do filme Ainda estou aqui, na rua Roquete Pinto, na Urca.
Entrada da casa que foi cenário do filme Ainda estou aqui, na rua Roquete Pinto, na Urca. — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

Sendo o primeiro filme brasileiro a receber a honraria, Ainda Estou Aqui exemplifica a nova fase do cinema produzido no Brasil, evidenciando narrativas profundas e relevantes que ressoam com o público internacional. “Estamos felizes e gratos por esse reconhecimento que também simboliza a luta e a resistência”, afirmou Salles.

O final do ano se avizinha promissor para os amantes do cinema brasileiro que acompanham o percurso de Ainda Estou Aqui. Este sucesso reafirma a importância de contar histórias que, mesmo em seus momentos mais sombrios, garantem que a memória coletiva e individual não seja esquecida.

Os leitores são encorajados a compartilhar suas opiniões sobre o filme e como ele impacta a percepção do passado brasileiro. Comentários e compartilhamentos são sempre bem-vindos!

Referências

  • https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/09/02/ainda-estou-aqui-e-eleito-o-melhor-filme-do-ano-pela-critica-internacional.ghtml
  • https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/09/ainda-estou-aqui-vence-premio-internacional-da-critica-de-melhor-filme.shtml
  • https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/um-ano-apos-a-estreia-ainda-estou-aqui-ganha-mais-um-importante-premio/

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