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Defesa de Bolsonaro no STF: O que aconteceu no segundo dia do julgamento?

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Advogados questionam provas e defendem inocência no caso da trama golpista!

Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, no segundo dia de julgamento no STF
Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, no segundo dia de julgamento no STF — Foto: Rosinei Coutinho/STF

No segundo dia do julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus pela suposta trama golpista, a defesa do ex-presidente destacou a falta de provas que o vinculem aos eventos de 8 de janeiro de 2023. O advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, declarou que “não há uma única prova” que ligue seu cliente aos ataques que ocorreram na ocasião e contestou a credibilidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, afirmando que ele “não é confiável”.

Vilardi argumentou que o ex-presidente não atentou contra o estado democrático de direito e criticou a rapidez do processo, mencionando que a defesa não teve acesso a todos os documentos e provas, que somavam mais de 70 terabytes de dados. Ele disse: “Nós não tivemos o tempo que a Polícia Federal e o Ministério Público tiveram para analisar as provas”, enfatizando que o cerceamento da defesa prejudicou a busca por justiça.

A sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada na manhã do dia 3 de setembro, durou quase quatro horas. A defesa questionou a validade das acusações, dizendo que não se pode condenar alguém apenas com base em narrativas sem provas concretas. “Não se pode condenar alguém com base em uma narrativa”, afirmou José Luís Oliveira Lima, advogado de um dos generais mencionados no caso.

Além de atacar a delação de Cid, a defesa de Bolsonaro também destacou que todas as propostas discutidas durante a trama golpista estavam dentro da Constituição. Vilardi pediu para que Bolsonaro fosse absolvido e destacou que uma pena de 30 anos seria excessiva.

O julgamento deve continuar na próxima terça-feira (9), com os votos dos ministros do STF. Durante o processo, a defesa ressalta que a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) não fundamenta suficientemente as alegações contra Bolsonaro, que é acusado de liderar uma organização criminosa com o objetivo de promover um golpe de Estado.

Para concluir essa análise, é vital que o público acompanhe os desdobramentos desse caso e suas implicações para a democracia brasileira. O debate continua aberto, e os comentários são bem-vindos.

Referências

  • https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/03/julgamento-de-bolsonaro-dia-2-advogados-de-ex-presidente-e-generais-questionam-provas-da-trama-golpista-delacao-de-cid-e-conduta-de-moraes.ghtml
  • https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/09/defesa-de-bolsonaro-diz-que-nao-ha-prova-de-envolvimento-em-plano-de-assassinato-e-81.shtml
  • https://www.estadao.com.br/politica/coluna-do-estadao/creia-a-mensagem-lida-pelo-advogado-de-bolsonaro-antes-de-falar-no-stf-veja-foto/

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