Revelações impactantes em coletiva de imprensa clamam por justiça e transparência

Marina Lacerda durante coletiva de imprensa em 3 de setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
A brasileira Marina Lacerda, de 37 anos, que foi vítima do bilionário Jeffrey Epstein, falou, pela primeira vez, em público sobre os abusos que sofreu quando tinha apenas 14 anos. Lacerda fez suas declarações durante uma coletiva de imprensa realizada em frente ao Congresso dos Estados Unidos, em Washington, no último dia 3.
“Eu comecei a fazer massagem para ele [Epstein], mas isso rapidamente se transformou no meu pior pesadelo”, afirmou Marina, evidenciando o choque e a dor que ainda carrega ao relatar sua experiência. “Acho que com Jeffrey Epstein tudo começa em algum lugar, mas depois acaba com você fazendo sexo com ele, quer queira quer não”, disse a vítima, conforme reportado por veículos de comunicação.
A coletiva de imprensa, que também contou com a presença de outras vítimas de Epstein, visava pressionar o Congresso a aprovar uma legislação que obrigue a divulgação de documentos relacionados ao caso. Este movimento surge em um contexto em que o governo americano, sob Donald Trump, enfrenta críticas por sua falta de transparência em relação ao escândalo EPS-tein. Marina destacou: “É algo não só pelas vítimas, mas para o povo americano”.
Na coletiva, ela contou que conheceu Epstein em 2002, quando uma amiga de seu bairro, no Queens, Nova York, a incentivou a ganhar dinheiro fazendo massagens. “Na época, estava trabalhando em três empregos para ajudar minha família e vi aquela oportunidade como uma forma de melhorar nossa vida”, diz. No entanto, a realidade que encontrou foi de abuso e exploração.

Coletiva de imprensa em frente ao Congresso pedindo divulgação de documentos do caso Epstein.
Marina revelou que os abusos se prolongaram por cerca de três anos, um período em que ela foi constantemente aliciada e forçada a ter encontros sexuais. “Aos 17 anos, Epstein começou a perder o interesse, me dispensando porque eu estava ‘velha demais’”, relembrou, uma frase que ecoa a cruel realidade de abuso por parte do financiador.
Após anos sem se sentir ouvida pelo sistema de justiça, ela finalmente teve a chance de depor em 2019, contribuindo para a prisão de Epstein, que se suicidou na prisão antes de seu julgamento. “Como imigrante do Brasil, me sinto fortalecida em saber que a garotinha que lutava para sobreviver finalmente tem uma voz”, concluiu Marina, desafiando a falta de responsabilidade e pedidos de justiça.
A expectativa é que a movimentação de Marina e suas companheiras possa trazê-las mais para o centro do debate público e, quem sabe, garantir acesso à justiça e a exposição dos verdadeiros culpados que continuam à margem das consequências.
Ao final da coletiva, Marina Lacerda incentivou outros a compartilharem suas histórias e clamar por justiça. “Os abusadores não devem se esconder. Exijo Justiça!”, fechou, deixando um apelo forte e necessário para a sociedade.
Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2025/09/brasileira-vitima-de-jeffrey-epstein-fala-pela-primeira-vez-em-publico-apos-ter-sido-abusada-aos-14-anos.shtml
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/09/03/brasileira-diz-ter-sido-abusada-por-jeffrey-epstein-quando-tinha-14-anos-pior-pesadelo.ghtml
- https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yel04wpgdo
