‘Sem anistia!’ foi o grito unânime dos manifestantes em defesa da soberania nacional

Imagem: Manifestantes se reúnem na Praça da República, em São Paulo, em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas. — Foto: Matheus Meirelles/GloboNews
No dia 7 de setembro, celebrado como feriado da Independência do Brasil, centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram na Praça da República, em São Paulo, para realizar um ato em defesa da soberania nacional e contra a anistia proposta para os envolvidos em tentativas de golpe em 2022. A manifestação contou com a participação de ministros do governo Lula, como Luiz Marinho, do Trabalho, e Alexandre Padilha, da Saúde.
O ato foi descrito como um “Grito dos Excluídos”, organizado por frentes populares que incluem o MST e o MTST. Segundo Raimundo Bonfim, um dos coordenadores, “não aceitamos interferência de outro país no Brasil. Quem manda no Brasil são os brasileiros”. Ele destacou que os manifestantes estavam lá para lutar contra a anistia de bolsonaristas, reafirmando que “nós estamos aqui para denunciar o golpe da anistia”.

Imagem: Bonecos infláveis representando Bolsonaro e Tio Sam durante o ato ‘Grito dos Excluídos’ em São Paulo. — Foto: Matheus Meirelles/Folhapress
Os discursos no evento foram direcionados principalmente à crítica da proposta de anistia, que vem sendo discutida na Câmara dos Deputados. “Essa é uma manifestação para alertar a população sobre o projeto de anistia. Uma anistia não interessa ao País, interesse a um grupo pequeno” disse o presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, que criticou também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por sua interação com os bolsonaristas.
Com bandeiras do Brasil e cartazes clamando por um “Brasil soberano”, os ativistas chamaram a atenção para outras pautas, como a taxação dos super-ricos, a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
Durante o ato, especialmente marcado pela presença de bonecos infláveis representando Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, a mensagem de que não se aceitará a anistia foi reforçada com gritos de “sem anistia”, ecoando entre uma multidão vestida em sua maioria de vermelho, simbolizando os movimentos sociais de esquerda, mas com algumas cores do Brasil também para mostrar a pluralidade da luta.
A discussão sobre a anistia no Congresso continua a gerar polêmica, especialmente com o julgamento de Bolsonaro em andamento no STF. A mobilização popular se intensifica à medida que os movimentos sociais tentam barrar essa medida, considerada um retrocesso à democracia brasileira.
O evento aconteceu como um contraponto às manifestações bolsonaristas programadas para a tarde e é mais uma demonstração do engajamento popular em defesa da soberania e da democracia. O apoio à mobilização social é vital, e os organizadores acreditam que é necessário continuar lutando contra a anistia e outros retrocessos.
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Referências
- https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/09/07/centrais-sindicais-realizam-ato-na-praca-da-republica-em-defesa-da-soberania-nacional-e-contra-a-anistia-para-bolsonaristas.ghtml
- https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/09/manifestantes-gritam-sem-anistia-e-pedem-prisao-de-bolsonaro-em-ato-da-esquerda-em-sp.shtml
- https://www.brasildefato.com.br/2025/09/07/esquerda-vai-as-ruas-contra-a-anistia-aos-bolsonaristas-e-a-interferencia-dos-eua-no-brasil/
