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Operação Rejeito: Ex-diretor da PF e Servidores Públicos Presos em Esquema de Corrupção e Mineração Ilegal

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Entenda como a corrupção sistêmica desviou bilhões em licenças ambientais em Minas Gerais!

Arthur Ferreira Rezende Delfim, diretor da Feam, preso na operação desta quarta.
Arthur Ferreira Rezende Delfim, diretor da Feam, preso na operação desta quarta. — Foto: Willian Dias/ALMG

Na quarta-feira, 17 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito, que resultou em várias prisões e exonerações no governo de Minas Gerais. O ex-diretor da Polícia Federal, Rodrigo de Melo Teixeira, foi um dos alvos da operação, acusado de ser um dos principais envolvidos em um esquema de corrupção que facilitava a concessão de licenças ambientais para a extração ilegal de minérios.

Rodrigo Teixeira, que atuou na PF desde 1999 e foi superintendente em Minas Gerais durante a facada recebida por Jair Bolsonaro em 2018, supostamente participava de um esquema que gerou lucros ilícitos de R$ 1,5 bilhão. “Ele é suspeito de ser sócio oculto de uma das empresas beneficiadas pelo esquema”, informou a PF.

Além de Teixeira, três servidores públicos do Estado também foram exonerados – o subsecretário de Regularização Ambiental, Delfim Moreira Gouvêa Júnior, e os diretores de Licenciamento Ambiental, Baliani de Oliveira, e Thiago Ribeiro. As exonerações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial, confirmando que o governo não compactua com atos de corrupção.

Infográfico - Operação Rejeito, da Polícia Federal, revelou esquema de mineração ilegal em MG.
Infográfico – Operação Rejeito, da Polícia Federal, revelou esquema de mineração ilegal em MG. — Foto: Arte/g1

A ação levou ao cumprimento de 79 mandados de busca e apreensão e resultou em 22 prisões, entre elas a de Caio Mário Seabra Filho, ex-diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM). Este esquema, que opera desde 2020, foi descrito como “corrupção sistêmica de agentes públicos”, envolvendo mais de 60 empresas e causando danos ambientais significativos.

Como parte da operação, a PF investiga um complexo sistema que incluía a criação de empresas de fachada para a lavagem de dinheiro e a obtenção de licenças fraudulentas, o que permitiu a devastação de áreas ambientais protegidas. “O esquema utilizava uma rede de sociedades cruzadas que dificultava o rastreamento dos verdadeiros líderes”, descreveu uma fonte interna.

A atual gestão do governo de Minas Gerais reafirma seu compromisso com a transparência e a colaboração nas investigações, enfatizando que “todas as medidas administrativas cabíveis, incluindo a exoneração e afastamento dos envolvidos, estão sendo tomadas”.

Os desdobramentos desse caso ressaltam a importância de um rigoroso controle nas concessões de licenças ambientais, especialmente em um estado com ricas reservas minerais como Minas Gerais.

Aguarda-se agora as repercussões legais e políticas dessa operação que chocou a esfera pública e reafirmou a necessidade de combate à impunidade.

Os leitores são encorajados a deixar suas opiniões sobre essa situação nos comentários e compartilhar este artigo para aumentar a conscientização sobre corrupção e crimes ambientais.

Referências

  • https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/ex-diretor-da-pf-preso-foi-ligado-ao-pt-e-investigou-facada-em-bolsonaro/
  • https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2025/09/17/governo-de-mg-exonera-tres-servidores-investigados-em-esquema-de-mineracao-ilegal.ghtml
  • https://www.em.com.br/gerais/2025/09/7250534-operacao-rejeito-entenda-como-corrupcao-e-devastacao-rendiam-bilhoes.html

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