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Operação Rejeito: Prisões em Massa Desvendam Esquema Criminoso na Mineração

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Corrupção e fraudes em licenças ambientais marcam operação da Polícia Federal em Minas Gerais e Alagoas!

Casa de empresário alvo de operação contra esquema em mineração tem lago artificial, piscina e carpas
Casa de empresário alvo de operação contra esquema em mineração tem lago artificial, piscina e carpas — Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (17), a Operação Rejeito, que resultou na prisão de importantes figuras no setor de mineração e na corrupção ambiental. Entre os alvos da operação, destaca-se o empresário Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder de uma organização criminosa que fraudava licenças ambientais. A operação também teve como um dos presos o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra, e o delegado da Polícia Federal, Rodrigo de Melo Teixeira.

A investigação revelou um esquema onde, de acordo com fontes, “a regra de liberação era ‘pagou, licenciou'”. O grupo criminoso operava no intuito de corromper agentes públicos para facilitar a obtenção de autorizações ambientais, afetando áreas protegidas, como a Serra do Curral em Belo Horizonte. A PF apurou que mais de R$ 3 milhões foram pagos em propinas para garantir a imunidade das atividades ilícitas do grupo.

Durante a operação, a PF cumpriu vários mandados de busca e apreensão em Minas Gerais e Alagoas, envolvendo a apreensão de bens no valor estimado de R$ 1,5 bilhão. Várias personalidades foram identificadas, incluindo João Alberto Paixão Lages, sócio de Alan, que atuava como articulador do esquema.

Rodrigo Franco, ex-presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), também se manifestou sobre a operação, afirmando que “não vai cair sozinho” e que “cumpria ordens”. Essa declaração ressalta a gravidade da corrupção estrutural que perpassa os órgãos ambientais envolvidos.

Ainda segundo a investigação, “a reforma administrativa do governo Zema transformou a Feam em um órgão político”, o que facilitou a corrupção. A operação ocorre em um momento de crescente preocupação com a degradação ambiental no estado, destacando a crítica à falta de fiscalização adequada.

A ação da PF e o desmantelamento desse esquema criminoso promove um alerta sobre a necessidade de transparência e responsabilidade na gestão ambiental, fator crucial diante da realização da COP-30, marcada para novembro deste ano, em Belém.

Referências

  • https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2025/09/18/lago-artificial-piscina-e-carpas-veja-casa-de-empresario-alvo-de-operacao-contra-esquema-em-mineracao.ghtml
  • https://www.em.com.br/colunistas/orion-teixeira/2025/09/7251017-ex-feam-nao-vou-cair-sozinho-eu-cumpria-ordens.html
  • https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/centro-oeste/df/ex-diretor-da-pf-e-preso-em-operacao-contra-corrupcao-em-orgaos-ambientais/

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