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Competência exclusiva da PGR para impeachment de ministros do STF é defendida por Paulo Gonet

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Entenda a proposta que pode mudar as regras para o impeachment no Brasil!

Competência para pedir impeachment de ministros do STF é exclusiva da PGR, defende Gonet
Imagem: Competência para pedir impeachment de ministros do STF é exclusiva da PGR, defende Gonet. Fonte: CartaCapital

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, protocolou, na última quinta-feira, uma manifestação salientando que apenas a Procuradoria Geral da República (PGR) deve ter a competência exclusiva para solicitar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Este posicionamento foi apresentado em dois processos em tramitação no STF, que buscam impor regras mais rigorosas para essa questão.

Gonet argumenta que a “legitimidade amplíssima” concedida pela Lei 1079/1950 não condiz mais com o que preconiza a Constituição de 1988. “É o caso de se dar o dispositivo como não recebido pelo constituinte de 1988″, sustentou Gonet. As ações foram movidas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), sob a relatoria do decano do STF, Gilmar Mendes.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet — Foto: Antonio Augusto/STF
Imagem: O procurador-geral da República, Paulo Gonet — Foto: Antonio Augusto/STF

Atualmente, qualquer cidadão brasileiro pode apresentar uma denúncia ao Congresso solicitando a abertura de um processo de impeachment. Contudo, Gonet defende que a necessidade de uma grande responsabilidade ao acusar um ministro do STF deve levar à limitação desse poder. Além disso, ele propôs que a abertura do processo de impeachment no Senado Federal deve exigir uma maioria qualificada de dois terços dos senadores, em vez da atual maioria simples.

O procurador ressaltou que esses procedimentos têm graves impactos institucionais. “As repercussões traumáticas da abertura do procedimento de impeachment de um titular de Poder exigem, pela sistemática constitucional em vigor, reflexão acentuada e consenso elevado”, afirmou Gonet. Esse tipo de processo, que já teve mais de 78 pedidos de impeachment protocolados, é visto como uma banalização do instrumento, segundo Gonet.

O debate sobre a quem deve caber a competência para o impeachment de ministros do STF é crucial e impactará diretamente a relação entre os poderes da República. Os relatos indicam que a decisão de Gilmar Mendes pode ocorrer ainda este ano. O assunto é urgente e merece atenção, e espera-se que a nova regra traga maior clareza e justiça ao processo de impeachment.

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Referências

  • https://www.cartacapital.com.br/justica/competencia-para-pedir-impeachment-de-ministros-do-stf-e-exclusiva-da-pgr-defende-gonet/
  • https://valor.globo.com/politica/noticia/2025/10/10/pgr-defende-sua-competncia-exclusiva-para-pedir-impeachment-de-ministro-do-stf.ghtml

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