O uso de imagens geradas por A.I. na política: uma tática polêmica!

Imagem gerada por A.I. retratando Donald Trump em uma cena fictícia. Fonte: 74.jpg
Nos últimos dias, o uso de imagens geradas por inteligência artificial (A.I.) pelo ex-presidente Donald Trump gerou polêmica e discussão acirrada em todo o país. No último fim de semana, durante protestos nacionais contra seu governo, Trump compartilhou um vídeo em sua conta do Truth Social. No vídeo, ele é representado como um piloto de caça, despejando uma substância, que parece ser excremento, sobre manifestantes nas ruas de Nova York. Essa estratégia se posiciona como uma nova forma de propaganda política, distinta e provocativa.
Trump já utilizou imagens ou vídeos gerados por A.I. em pelo menos 62 ocasiões em sua conta, visando atacar rivais políticos e promover sua campanha. “O presidente postou pelo menos 19 imagens ou vídeos da A.I. em apoio à sua campanha presidencial”, como relata o New York Times. Essa evolução da comunicação política, onde a A.I. se torna ferramenta fundamental, provoca tanto risadas quanto indignação entre especialistas em propaganda.
Um exemplo marcante dos recentes eventos é a performance impressionante do jogador Shohei Ohtani, dos Los Angeles Dodgers, que também teve destaque no mesmo fim de semana dos protestos. Ao comparar a habilidade atlética de Ohtani com as táticas não convencionais de Trump, o artigo destaca que estamos em um momento inédito na história do entretenimento e da política.
Durante o fim de semana, quase sete milhões de pessoas participaram de protestos, utilizando esses eventos para expressar seu descontentamento com as políticas do presidente. Em resposta, o uso de um vídeo com canção de Kenny Loggins, “Danger Zone”, sem autorização, trouxe à tona mais controvérsia. Loggins se manifestou pedindo a remoção do vídeo, afirmando que a canção não deveria ser associada a algo que visa dividir a população.
As mensagens de Trump, muitas vezes satíricas e provocativas, estão desenhando um novo cenário político, onde a A.I. não apenas manipula a percepção pública, mas também transforma a forma como as campanhas são conduzidas. Citando o especialista em A.I., Henry Ajder, “é um novo tipo de mensagem política, projetada para viralizar, tipicamente absurda, mas com mensagens subjacentes”.
A resposta do público a esses conteúdos gerados é um reflexo de um mundo cada vez mais saturado de mídia. Os posts de Trump frequentemente desencadeiam reações tão variadas quanto um riso nervoso ou indignação pura. Temos a impressão de que a verdade e a ficção estão se dissipando em um mar de imagens e vídeos, uma tendência que apenas se intensificará nas próximas eleições.
E enquanto a A.I. continua a evoluir, produzindo imagens e vídeos cada vez mais realistas, a questão que persiste é: até onde isso pode ir e qual será o impacto na forma como interagimos com a política e a verdade?
Paradoxalmente, enquanto Trump almeja modernizar seu discurso por meio de A.I., ele também provoca discussões essenciais sobre ética e responsividade na comunicação.
Referências
- https://www.nytimes.com/interactive/2025/10/21/business/media/trump-ai-truth-social-no-kings.html
- https://www.esquire.com/news-politics/politics/a69112972/shohei-ohtani-no-kings-turnout-trump-ai-video/
- https://www.yahoo.com/entertainment/music/articles/white-house-shares-trolling-response-203933822.html
