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Ministério Público pede prisão preventiva do deputado Lucas Bove por violência contra a ex-esposa

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Acusações graves e medidas protetivas ignoradas: entenda o caso!

Influenciadora acusa deputado Lucas Bove por violência doméstica; Justiça de SP concede medida protetiva
Influenciadora acusa deputado Lucas Bove por violência doméstica; Justiça de SP concede medida protetiva — Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quinta-feira (23), o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL) por diversos crimes, incluindo perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça. O órgão judicial pediu ainda a prisão preventiva do parlamentar por descumprir reiteradamente as medidas protetivas que foram concedidas à sua ex-esposa, Cíntia Chagas, uma influenciadora digital com mais de 7,6 milhões de seguidores.

Cíntia denunciou Lucas Bove em setembro do ano passado, relatando situações de abuso físico e psicológico durante o relacionamento do casal, que durou mais de dois anos. O deputado foi indiciado pela polícia, e o MPSP justificou seu pedido de prisão afirmando que “Bove teria ignorado determinações judiciais de forma cada vez mais ostensiva, demonstrando claro desprezo às restrições impostas”.

Nos documentos apresentados pelo MPSP, consta que Lucas Bove possui um histórico de desrespeito às ordens judiciais, mesmo após ser intimado diversas vezes. O destaque fica por conta de suas ações nas redes sociais, onde o deputado teria feito postagens que expunham e ridicularizavam a vítima, o que, segundo o MPSP, resulta em desgaste emocional para Cíntia.

Além disso, os relatos indicam que Bove utilizava de intimidação ao manusear uma arma de fogo em situação de consumo de maconha, criando uma atmosfera de terror para Cíntia. A promovida alega que o deputado frequentemente a ameaçava, chegando até a fazer referências a situações de controle e humilhação.

“No início de sua atuação, ele publicava indiretas envolvendo Cíntia e mencionava o processo; com o tempo, suas postagens se tornaram explícitas”, afirmam os representantes do MP. Tais condutas acabaram por exacerbar a necessidade de proteção da influenciadora, que, em resposta, afirmou ter recebido a decisão com “serenidade e inabalável confiança na Justiça”.

A defesa de Cíntia, liderada pela advogada Gabriela Manssur, expressou a importância da denúncia, ressaltando que “não há espaço para o abuso, para a impunidade e para o uso do poder como instrumento de opressão”. Para ela, esse caso é um marco na luta pelos direitos das mulheres e na exigência de respeito por parte das autoridades.

A situação de Cíntia Chagas chamou a atenção da sociedade sobre a violência de gênero e os desafios enfrentados por muitas mulheres que buscam proteger seus direitos. “A violência contra a mulher não se circunscreve à esfera privada: constitui crime e afronta à dignidade humana”, afirmou a influenciadora em uma recente declaração.

Aguardaremos os desdobramentos desse caso, que pode ter um impacto significativo nas políticas públicas sobre violência de gênero e medidas de proteção para vítimas.

O que você acha desse caso? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe para aumentar a conscientização sobre a violência contra a mulher!

Referências

  • https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/10/23/mp-denuncia-deputado-lucas-bove-e-pede-prisao-preventiva-por-descumprir-medidas-protetivas-de-ex-esposa-cintia-chagas.ghtml
  • https://www.metropoles.com/sao-paulo/bove-arma-maconha-intimidar-cintia
  • https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/mp-pede-a-prisao-de-deputado-bolsonarista-ex-marido-de-cintia-chagas/

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