A medida busca reestruturar R$ 4,5 bilhões em obrigações sem afetar as operações regulares da empresa.

GPA. Fonte: Divulgação
Recentemente, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para lidar com um passivo que supera R$ 4 bilhões em dívidas não operacionais. A decisão, comunicada ao mercado em 10 de março de 2026, foi confirmada por Alexandre Santoro, CEO da companhia, que ressaltou a adesão de 46% dos credores no processo.
A medida visa a reestruturação das obrigações financeiras sem afetar as operações diárias da empresa. Santoro declarou: “Essa medida é o início de um processo de reestruturação das nossas dívidas não operacionais. Ela não envolve pagamento a fornecedor, aluguel de loja ou salário de colaborador.”
O acordo com os credores representa aproximadamente R$ 2,1 bilhões, superando o quórum mínimo jurídico estabelecido pela Lei de Recuperação de Empresas, conforme a informação divulgada. O plano de recuperação abrange dívidas que não são relacionadas às operações correntes do GPA. A companhia, portanto, continuará a funcionar normalmente e os compromissos trabalhistas e pagamentos recorrentes permanecerão intactos, garantindo a continuidade dos serviços oferecidos aos consumidores.
Além disso, foi confirmado que as obrigações financeiras que estão sujeitas a este novo planejamento ficarão suspensas durante os próximos 90 dias, um período onde a companhia busca avançar nas negociações com os credores. Esta estratégia foi considerada fundamental para aprimorar o perfil da dívida da empresa e fortalecer sua posição financeira.
“The administração do GPA conduziu o processo em diálogo construtivo com seus credores, o que facilitou o avanço das tratativas”, afirmou um porta-voz da empresa. Este é um passo considerável para a companhia, que tem enfrentado desafios financeiros nos últimos anos.
Diante das dificuldades passadas, a companhia busca agora estabilizar sua estrutura de dívidas e se organizar financeiramente, sem comprometer as funções primordiais do seu negócio e mantendo a confiança de seus parceiros e colaboradores.
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Referências
- https://veja.abril.com.br/coluna/radar-economico/grupo-coelho-diniz-suspendeu-captacao-e-venda-de-ativos-no-gpa/
- https://www.infomoney.com.br/mercados/gpa-firma-acordo-com-credores-e-plano-de-recuperacao-extrajudicial-de-r-45-bi/
- https://www.estadao.com.br/economia/gpa-grupo-pao-acucar-pede-recuperacao-extrajudicial-renegociar-dividas/
