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Renda Das Famílias Beneficiadas Por Programas Sociais É 70% Menor, Revela IBGE

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Estudo aponta que o Bolsa Família e BPC-LOAS continuam essenciais para milhões de lares brasileiros!

Retrato de quem é atendido por programas sociais
Retrato de quem é atendido por programas sociais — Foto: Arte/g1

Os dados apresentados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo IBGE, revelam um panorama alarmante sobre a condição de renda das famílias brasileiras que recebem programas sociais. Em 2025, a média de rendimento domiciliar per capita para esses lares foi de apenas R$ 886, o que representa até 70% a menos do que a média de R$ 2.682 de domicílios que não recebem tais auxílios.

Segundo Janize Colaço, do G1, “os programas sociais do governo seguem sendo importantes para compor o orçamento de milhões de famílias brasileiras”. Em um cenário onde 22,7% dos lares — cerca de 18 milhões — têm pelo menos um morador recebendo benefícios, a situação permanece preocupante, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

Os números mostram que o Bolsa Família se mantém como o principal programa de transferência de renda, atingindo 17,2% das famílias brasileiras. As que dependem deste auxílio tinham um rendimento per capita médio de R$ 774 em 2025, muito acima dos R$ 488 registrados em 2019. “Mesmo quando os valores individuais parecem limitados, eles acabam sendo fundamentais para sustentar casas com mais moradores e menor renda por pessoa”, afirma Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE.

Bolsa Família
Bolsa Família — Foto: Lyon Santos/MDS

Além disso, o BPC-LOAS, voltado para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, alcançou o maior percentual da série histórica, atendendo 5,3% das famílias. Entre esses lares, a renda domiciliar per capita média foi de R$ 1.218. A pesquisa demonstra também como a participação dos programas sociais é crucial para garantir uma renda mínima em um contexto onde as desigualdades permanecem marcantes.

Embora haja um leve recuo na participação dos benefícios sociais na renda nacional, de 3,8% para 3,5%, isso se deve ao crescimento de outras fontes de renda, particularmente o emprego. Com a taxa de desocupação a 5,6%, a situação do mercado de trabalho mostra sinais de recuperação.

Os dados ainda revelam que as regiões do país apresentam significativas disparidades em relação à dependência de programas sociais. No Nordeste, por exemplo, esses benefícios representam 8,8% da renda per capita, enquanto no Sul esse percentual é de apenas 1,6%.

A confirmação de que “os benefícios seguem essenciais para garantir uma renda mínima às famílias mais vulneráveis” destaca a importância de mais discussão sobre políticas sociais efetivas que tratem da desigualdade e da pobreza no Brasil.

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Referências

  • https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/08/bolsa-familia-bpc-e-mais-familias-que-recebem-de-programas-sociais-tem-renda-per-capita-ate-70percent-menor-mostra-ibge.ghtml

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