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Comandante da FAB Defende Investimentos no Setor Espacial Brasileiro

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Brasil investe 30 vezes menos em espaço do que média dos países do G20, revela Tenente-Brigadeiro

Comandante da FAB, Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, discute sobre o setor espacial no Brasil.
Comandante da FAB diz que Brasil investe 30 vezes menos no setor espacial que países do G20, mas promete reação e exalta indústria nacional: “Encontra todos os itens que uma Força Aérea precisa”. Foto: Divulgação/Aeronáutica

O Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), destacou recentemente a disparidade nos investimentos do Brasil em comparação com os países do G20 no setor aeroespacial, afirmando que o país destina 30 vezes menos recursos financeiros nessa área quando comparado à média das nações desse grupo. Essa declaração foi feita durante uma palestra na Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, realizada em 12 de maio.

O comandante enfatizou a necessidade de uma inversão nessa tendência, prometendo um avanço significativo após a criação da nova estatal Alada, prevista para agosto. Segundo ele, “encontramos no Brasil todos os itens que uma Força Aérea precisa”, ressaltando a capacidade do setor industrial nacional para atender às demandas da FAB. A Alada tem como objetivo desenvolver tecnologias aeroespaciais e gerenciar operações de satélites.

Damasceno também abordou as transformações contemporâneas nos conflitos globais, que incluem o uso de drones e inteligência artificial, ressaltando a importância de uma colaboração mais estreita entre o governo e a indústria para fortalecer a autonomia e segurança do Brasil. Ele reforçou que a indústria nacional é cheia de potencial e que o governo está pronto para intensificar a relação com as empresas locais, utilizando seus orçamentos em vez de recorrer a compras no exterior.

A questão das compras militares no exterior foi um tema sensível para o governo, uma vez que, em anos recentes, houve recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) para desestimular a aquisição de bens e serviços no exterior, priorizando o desenvolvimento da indústria local. Conforme relatórios recentes, o Brasil aumentou suas importações de equipamentos militares em 150% nos últimos quatro anos, destacando uma dependência que precisa ser gerida.

Indústria de Defesa brasileira com foco em tecnologia e autonomia estratégica.
Indústria de Defesa brasileira: foco em tecnologia e autonomia estratégica para as eleições de 2026. Fonte: Joa Souza/Shutterstock

A questão do setor de defesa se tornou ainda mais crítica à medida que se aproxima o ano eleitoral, pois a relação entre soberania nacional e segurança econômica ganha destaque. Especialistas apontam que uma política eficaz em defesa deve considerar a integração da indústria nacional, promovendo não apenas a segurança do país, mas também agindo como motor de inovação e desenvolvimento econômico.

O debate contemporâneo sobre defesa no Brasil requer uma abordagem estratégica que articule o fortalecimento da Base Industrial de Defesa com as diretrizes de política externa e as necessidades nacionais. Assim, o futuro da defesa brasileira pode estar interligado a uma nova perspectiva que prioriza a autonomia e a capacidade de decisão independente, posicionando o Brasil como uma nação mais robusta no cenário global.

Para saber mais sobre o futuro e as perspectivas do setor de defesa e espacial no Brasil, fique atento às atualizações e compartilhe sua opinião nos comentários!

Referências

  • https://www.sociedademilitar.com.br/2026/05/comandante-fab-brasil-investe-30-vezes-menos-setor-espacial-g20-alada-wvt.html
  • https://www.conjur.com.br/2026-mai-10/interesse-nacional-versus-arbitrio-politico-nas-contratacoes-em-defesa-no-brasil/
  • https://exame.com/bussola/opiniao-setor-de-defesa-e-crucial-para-a-soberania-economica-brasileira/

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