Após adiamentos e mudanças de defesa, caso da morte do menino Henry volta a ser discutido em tribunal.

Descrição: Homem de jaqueta preta é escoltado por policial fardado com boina preta em ambiente interno com paredes de madeira. Fonte: Eduardo Anizelli – Folhapress
A manhã desta segunda-feira (25) marcou o retorno do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, no famoso caso da morte do pequeno Henry Borel, ocorrido em março de 2021. O ex-vereador e a mãe da criança respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
A juíza Elizabeth Louro inicialmente anunciou um adiamento do júri devido à destituição dos advogados de Jairinho após um infarto que acometeu um deles. Entretanto, o julgamento prosseguiu após o filho de Jairinho assumir a defesa do pai, permitindo que os procedimentos continuassem.
Durante a audiência, o pai de Henry, Leniel Borel, expressou sua indignação, afirmando que “a palavra justiça não se aplica ao caso do meu filho, mesmo que Jairo e Monique peguem 50 anos de prisão”. Ele destacou a dor e o desgaste emocional enfrentados ao longo dos cinco anos de espera pelo veredito.
O julgamento ocorre em um contexto de alta tensão, visto que, segundo o Ministério Público, as manobras de defesa têm como objetivo prolongar o processo. Foi levantado o aviso de que Jairinho poderia ser transferido para Bangu 1, um presídio de segurança máxima, caso houvesse mais adiamentos.
No tribunal, foram escolhidos sete jurados, que irão decidir sobre as responsabilidades de ambos os réus na morte de Henry, que tinha apenas quatro anos quando faleceu tragicamente. O laudo médico indicou que a criança sofreu 23 lesões, com morte decorrente de hemorragia interna provocada por ação contundente, desmentindo a versão de um acidente doméstico apresentada inicialmente pelos réus.
A pressão pública e as críticas em torno do caso têm aumentado desde que a Lei Henry Borel – uma legislação voltada para a proteção de crianças – foi sancionada, tornando-se uma importante ferramenta no combate à violência infantil no Brasil.
Enquanto o julgamento se desenrola, a sociedade aguarda ansiosamente por justiça e espera que medidas como esta ajudem a impedir que tragédias semelhantes se repitam.
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Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/05/justica-adia-julgamento-de-jairinho-e-monique-pelo-caso-henry-borel-pela-segunda-vez.shtml
- https://www.estadao.com.br/brasil/mesmo-que-peguem-50-anos-de-prisao-nao-ha-justica-possivel-diz-leniel-borel-pai-de-henry-npr/
- https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/caso-henry-borel-jairinho-mantem-defesa-apos-ameaca-de-bangu-1-entenda/
