Operação da Polícia Civil mira empresa ligada a serviços de wi-fi na cidade!

A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais.
O gabinete do deputado federal Mário Frias (PL) está sob investigação após a destinação de mais de R$ 154 mil a Complexsys Soluções Integradas Ltda., uma empresa envolvida em um esquema que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos. O pagamento foi realizado entre setembro de 2024 e abril de 2026, conforme dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.
A Complexsys é citada em uma vasta operação da Polícia Civil de São Paulo, que apura irregularidades em contratos assinados entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a gestão municipal do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O ICB, presidido por Karina Ferreira da Gama, está na mira das autoridades devido a um contrato no valor de R$ 108 milhões destinado à instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na cidade.
Na operação, foram coletados documentos, celulares, e outros materiais em endereços ligados não só à ONG, mas também a empresas relacionadas. A investigação inclui uma nota fiscal de R$ 2 milhões, cancelada no mesmo dia de sua emissão, que foi incluída na prestação de contas apresentada ao município por parte do ICB.
Segundo informações do g1, a Polícia Civil apura indícios de “possível direcionamento do chamamento público, ausência de capacidade técnica da entidade contratada e pagamentos por serviços não executados”. O inquérito também investiga se recursos públicos podem ter sido utilizados indevidamente para financiar a produção cinematográfica vinculada a Karina Gama, sócia da produtora Go Up, responsável pelo filme “Dark Horse”, que aborda a vida de Jair Bolsonaro.
A prefeitura, por sua vez, declarou que está colaborando com as investigações e que todo material requisitado já foi enviado às autoridades competentes. O prefeito Nunes ressaltou que o programa de wi-fi “funciona normalmente na cidade”.

O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. — Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Apesar de não haver retornos de Mário Frias, Karina Gama e a Complexsys em relação às tentativas de contato realizadas pela reportagem, a situação levanta questionamentos sobre a transparência e a ética em contratos públicos. O Ministério Público também investiga as irregularidades, que incluem a suposta pulverização dos recursos públicos através de subcontratações.
A situação é um indicativo relevante sobre o trato da gestão pública e a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos contratos firmados, especialmente quando envolvem recursos públicos significativos. As investigações ainda estão em andamento e mais informações poderão surgir nos próximos dias.
Convidamos os leitores a compartilhar suas opiniões e reflexões sobre esta situação. O que vocês pensam sobre a utilização de recursos públicos e a transparência nos contratos?
Referências
- https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/02/gabinete-de-mario-frias-pagou-r-154-mil-a-empresa-citada-em-investigacao-do-contrato-de-wi-fi-da-prefeitura-de-sp.ghtml
- https://www.estadao.com.br/politica/eliane-cantanhede/o-brasil-que-muita-gente-conhece-mas-o-dark-horse-dos-bolsonaro-nao-conta/
