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Rubio afirma que Brasil não é país amigável aos EUA em meio a novas tarifas

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Declarações polêmicas do secretário de Estado geram reações de Lula e repercussão internacional!

Senador Marco Rubio em audiência no Senado
Senador com terno azul e gravata vermelha sentado em audiência, com microfone à frente e placa com nome. Fonte: Reuters

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, causou polêmica durante sua audiência no Senado ao afirmar que o Brasil não integra o grupo de países considerados amigáveis aos EUA no hemisfério ocidental. Segundo Rubio, “o Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, se encontra isolado em uma região predominantemente formada por aliados dos Estados Unidos”. Esta fala, feita no dia 2 de junho de 2026, se deu em um contexto delicado, logo após o Escritório de Comércio dos EUA anunciar a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Rubio destacou que, com exceção de nações como Nicarágua, Cuba e Venezuela, o hemisfério se organizou em uma coalizão de países que trabalham juntos em questões de segurança e prosperidade econômica. No entanto, o governo do Brasil, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, foi taxado de “desalinhado” ao opinar sobre a aliança entre as nações da América Latina e os Estados Unidos.

O presidente Lula, em resposta, não hesitou em criticar Rubio durante um evento em Catalão, Goiás, afirmando que “ele é anti-América Latina e inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos”, além de já ter declarado sua percepção de que o ex-presidente Trump não aprecia o Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fonte: Ricardo Stuckert/PR

A proposta de tarifação, que se soma a um somatório de tensões nas relações entre os países, foi interpretada como uma retaliação às críticas do governo brasileiro à política norte-americana na região. Lula associou a atitude de Rubio a um fenômeno de hostilidade e afirmou que o secretário, por ser “anti-América Latina”, tem uma perspectiva negativa sobre o Brasil.

Além disso, a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, anunciada por Rubio, também se entrelaça na discussão, evidenciando como a política externa dos Estados Unidos sob a administração Trump está se moldando em uma estratégia mais agressiva, que visa contrabalançar a crescente influência da China na América Latina.

Lula e Trump na Casa Branca
Lula e Trump na Casa Branca. Fonte: Reuters

As declarações de Rubio sinalizam uma possível alteração no rumo das relações entre Brasil e EUA, o que levanta questões sobre os impactos que tais mudanças poderão ter nas negociações comerciais e na postura política da América Latina em relação aos Estados Unidos. Os desdobramentos das políticas internacionais e suas repercussões no comércio e na diplomacia regional permanecem em avaliação constante.

Convidamos os leitores a compartilhar suas opiniões nos comentários: como você enxerga a relação entre Brasil e EUA nesta nova configuração?

Referências

  • https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/06/secretario-de-trump-diz-que-brasil-nao-e-um-pais-amigavel-aos-eua-assim-como-cuba-e-venezuela.shtml
  • https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/rubio-diz-que-brasil-e-excecao-em-america-latina-cheia-de-aliados-dos-eua/
  • https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/02/rubio-diz-que-america-latina-e-cheia-de-amigos-e-aliados-dos-eua-mas-deixa-brasil-de-fora.ghtml

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