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Menino de 11 anos sofre ataque de tubarão e corre risco de infecção

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João Lucas, que teve uma das pernas amputadas, segue em isolamento estrito por recomendação médica

Pai de menino que perdeu a perna após ataque de tubarão fala sobre recuperação do filho no Instagram
Pai de menino que perdeu a perna após ataque de tubarão fala sobre recuperação do filho no Instagram — Foto: Reprodução/Instagram

O caso de um menino de 11 anos, João Lucas Sales, tem gerado grande preocupação nas redes sociais após ele sofrer um ataque de tubarão na praia de Piedade, no Grande Recife. O incidente ocorreu no domingo, dia 31 de maio, e, infelizmente, resultou na amputação de uma de suas pernas.

De acordo com o seu pai, Lucas Nemezio, o menino permanece isolado em unidade hospitalar, “hoje ele se encontra em isolamento estrito e essa é uma medida médica vital, pois o risco de infecção ainda é alto”, relatou. João Lucas estava sob cuidados no Hospital da Restauração por quatro dias na UTI antes de ser transferido para uma unidade particular, onde recebe tratamento contínuo.

Além de João Lucas, outro ataque de tubarão aconteceu um dia após o dele, atingindo a jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, que também perdeu uma perna. A situação de ambos levanta debates sobre a segurança nas praias da região, que já registrou diversos incidentes desse tipo.

Especificamente, o biólogo marinho Marcelo Szpilman aponta que a construção do Complexo Industrial Portuário de Suape influenciou o aumento dos ataques, pois acabou com áreas de alimentação dos tubarões e alterou seu comportamento, resultando na aproximação deles dos banhistas. “A fêmea [tubarão] penetra na água doce para parir o filhote em água doce. Quando você fecha a boca de rio e acaba com a comida, essa população se desloca para o Grande Recife”, explicou Szpilman.

Com relação à segurança nas praias, embora exista um aumento de placas de alerta sobre a presença de tubarões, a combinação de clima, água turva e a prática de esportes aquáticos representa riscos adicionais na orla pernambucana. Essas condições fazem com que, durante a maré alta e a turbidez da água provocada pelas chuvas, a chance de ataques aumente, já que os tubarões podem confundir banhistas com presas.

Nesse contexto, é fundamental que as autoridades continuem a promover campanhas de conscientização e garantir a segurança dos frequentadores das praias. A saúde psicológica de João Lucas também é uma preocupação para sua família, que já iniciou uma campanha de arrecadação para ajudar a cobrir os custos do tratamento e da adaptação à nova realidade após a amputação.

Essas histórias tristes servem como alertas sobre a necessidade de cuidado ao frequentar as praias e a importância de respeitar os sinais de advertência sobre a presença de tubarões.

O engajamento da comunidade e a atenção às orientações de segurança são fundamentais nesta fase de recuperação. Os leitores são incentivados a compartilhar suas opiniões e experiências nos comentários.

Referências

  • https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/06/06/menino-mordido-por-tubarao-segue-isolado-e-corre-risco-alto-de-infeccao-diz-pai-da-crianca-saude-psicologica-abalada.ghtml
  • https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2026-06/especialistas-listam-fatores-ligados-aos-ataques-de-tubaroes-em-pe

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