Dois civis receberam 18 anos de prisão por envolvimento em esquema de furto e venda de armamentos

Esquema do furto de armas do exército — Foto: Gabriel Andrade/Bruno Balota
O Superior Tribunal Militar (STM) reafirmou a condenação de dois civis, Cláudio Aldo Ferreira e Altoniel Salvador Almeida, a 18 anos de reclusão devido ao desvio de 22 armas do Arsenal de Guerra do Exército em São Paulo. Entre as armas estavam metralhadoras calibre .50, metralhadoras calibre 7,62 e um fuzil. O crime ocorreu no dia 7 de setembro de 2023, aproveitando a ausência de expediente durante o feriado da Independência.
Durante o julgamento, ficou claro que Ferreira, apelidado de “Véio”, participou ativamente da embalagem das armas. “Ele foi identificado por um laudo de perícia fonética, constatando sua voz em vídeos onde se referia às armas como ‘bagulho de guerra'”, afirmou o Ministério Público Militar. Já Almeida atuou como intermediário na venda de quatro metralhadoras e recebeu R$ 10 mil pela negociação, fornecendo contatos de compradores clandestinos.
Das 22 armas desviadas, 20 foram recuperadas pelas polícias de São Paulo e Rio de Janeiro. Em suas defesas, ambos os réus negam envolvimento, alegando falta de provas e requisitando anulação do processo. A defesa de Ferreira destacou que “ele não participou da subtração de armamentos”, e prevê a impugnação da condenação.
A gravidade desta situação é ainda mais acentuada pelo tipo de armamentos envolvidos. “A retirada irregular de armamentos de uma organização militar e sua inserção no mercado clandestino representa um grave risco à segurança pública”, concluiu o relator do caso, Péricles Aurélio Lima de Queiroz.
Além da condenação dos civis, também foram julgados quatro militares e outros cinco civis por participação no esquema de furtos, resultando em penas que vão de seis meses a 17 anos e quatro meses.
O STM, em sua decisão, ressaltou “a necessidade de uma rigorosa revisão dos procedimentos de segurança em relação a áreas que custódia armamentos e ao controle de acesso a essas áreas”, indicando a seriedade e intensidade do problema de segurança nacional.
Esses eventos ressaltam as preocupações sobre os níveis de segurança dentro das forças armadas e a responsabilidade que militantes e civis têm na ética militar e segurança pública.
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Referências
- https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/05/stm-mantem-condenacao-civis-desvio-metralhadoras-fuzil-arsenal-guerra-exercito.ghtml
- https://veja.abril.com.br/brasil/dupla-e-condenada-a-18-anos-por-participar-da-venda-de-metralhadoras-furtadas-do-exercito/
- https://www.estadao.com.br/politica/coluna-do-estadao/stm-mantem-condenacao-de-dois-civis-por-furto-e-venda-de-metralhadoras-do-exercito-em-sao-paulo/
