O que está por trás da paralisação que afetou a vida dos cariocas?

Rioônibus afirma que coletivo foi vandalizado em piquete nesta segunda-feira (29) — Foto: Divulgação
Os rodoviários do Rio de Janeiro deram início a uma greve por tempo indeterminado na madrugada desta segunda-feira, 29 de junho de 2026. A paralisação foi decidida em assembleia e, segundo as viações, resultou em pelo menos 40 ônibus vandalizados durante piquetes. A Justiça do Trabalho teve que intervir, estabelecendo uma liminar que determina a circulação mínima de 50% da frota de ônibus na cidade.
Conforme relatório do G1, a legislação prevê uma multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da ordem judicial. Até o momento, os dados apontam que apenas 860 coletivos saíram das garagens, enquanto a expectativa era de que 1.800 ônibus estivessem em circulação.
“Infelizmente, numa situação atípica como essa, no dia de hoje, é claro que a gente vai ter casos que acabam atrapalhando a vida da população”, declarou o prefeito Eduardo Cavaliere, ressaltando que alternativas de transporte, como metrô e barcas, continuam operando normalmente. A MOBI-Rio, responsável pela gestão do BRT, informou que mantém 68% da frota planejada para atender os passageiros.
O descontentamento entre os rodoviários se concentra em torno das condições salariais. A categoria exige um salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem ônibus articulados e R$ 1 mil de tíquete-alimentação, enquanto a proposta dos patrões sugere reajustes inferiores.

Passageiros enfrentam longas filas na manhã desta segunda-feira (29); em São Cristóvão algumas pessoas buscam alternativas — Foto: Reprodução/TV Globo
Em relatos de passageiros, o desconforto na mobilidade se intensificou. “A situação está muito difícil para quem depende do transporte público para trabalhar e estudar”, comentou Daniel Monteiro, que relatou ter esperado por duas horas por um ônibus. Outras pessoas também mencionaram o impacto negativo em seus deslocamentos, como Ester Santos, que teve que optar por um serviço de transporte alternativo devido à falta de ônibus em sua área.
Com o crescimento da insatisfação, Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, culpou os patrões pela baixa quantidade de ônibus nas ruas, afirmando que o sindicato não recebeu a escala necessária para cumprir as determinações judiciais.

Dezenas de ônibus parados na garagem da Auto Viação Jabour, em Senador Vasconcelos — Foto: Alan Cavalcante/TV Globo
A pressão por melhorias nas condições de trabalho continua. Entre as principais reivindicações da categoria estão: o aumento do piso salarial, o fim dos contratos temporários e um plano de saúde para os trabalhadores. O sindicato já enviou uma proposta ao Rio Ônibus, no entanto, ainda não houve avanço nas negociações.
A situação atual gera um impacto direto na rotina de milhares de cariocas, que esperam uma resolução rápida para que o transporte público retorne à normalidade. A continuidade da greve depende da resposta dos empregadores e da mediação judicial, à medida que os cidadãos clamam por soluções eficazes.
Os leitores estão convidados a compartilhar suas experiências e opiniões sobre a greve nos comentários abaixo, contribuindo para um espaço de diálogo sobre a situação do transporte público no Brasil.
Referências
- https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/29/impactos-da-greve-de-rodoviarios-no-rio.ghtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/greve-de-onibus-no-rio-e-confirmada-justica-determina-frota-minima/
