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Famílias das vítimas do voo 2283 da Voepass ingressam com ação coletiva por danos morais

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O que revelam as investigações sobre a tragédia e a busca por justiça

Escombros do avião da Voepass em Vinhedo (SP)
Escombros de avião em Vinhedo (SP) no dia 10 de agosto de 2024 — Foto: Nelson Almeida/AFP

Familiares das 62 vítimas do voo 2283 da Voepass estão preparando uma ação coletiva por danos morais, com o objetivo de responsabilizar a companhia aérea e outras instituições conectadas ao trágico acidente que ocorreu em Vinhedo, São Paulo, no dia 9 de agosto de 2024. Os representantes da associação de parentes salientam que essa medida será proposta após a conclusão das investigações pela Polícia Federal (PF) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Na última terça-feira, 30 de junho, os familiares puderam acessar, pela primeira vez, a transcrição das conversas na cabine do avião e detalhes do laudo da PF. O advogado Leonardo Amarante, que representa a associação, comentou: “A ação terá como foco os danos causados não apenas às vítimas e seus parentes, mas também ao transporte aéreo brasileiro.”

As investigações indicam que a aeronave, um ATR 72-500, apresentava falhas significativas de manutenção antes do acidente. A PF revelou que o sistema de degelo do avião já havia apresentado problemas, levando à percepção entre os investigadores de que a aeronave não deveria ter sido liberada para voar em condições de chuva e formação de gelo. Durante os momentos finais do voo, a caixa-preta registrou repetidas menções à palavra “gelo”, sem que a tripulação tivesse declarado emergência.

Familiares das vítimas do voo 2283 e advogados na Delegacia da Polícia Federal
Familiares das vítimas do voo 2283 e advogados na Delegacia da Polícia Federal, em Campinas (SP) — Foto: Fernando Evans/g1

A expectativa é que a PF conclua o inquérito nos próximos 30 dias, o que pode resultar no indiciamento de responsáveis pela manutenção da aeronave e pela liberação para o voo. A presidente da associação, Fátima Albuquerque, enfatizou que os laudos técnicos alimentam a determinação dos familiares de buscar a devida responsabilização, afirmando: “Houve, sim, uma culpabilidade e isso foi uma tragédia anunciada.”

Os parentes também estão cientes de que as ações individuais de indenização continuam em andamento, mas a nova ação coletiva visa abordar os danos infligidos à coletividade. Amarante alertou sobre a importância de responsabilizar todos os envolvidos, inclusive possíveis fabricantes de equipamentos que possam ter falhado.

A tragédia do voo 2283, que resultou na morte de todas as 62 pessoas a bordo, não é apenas uma questão de indenização individual, mas representa um drama profundo para o transporte aéreo brasileiro. Os familiares esperam que sua luta por justiça represente um legado de segurança e responsabilidade no setor.

Para você que acompanha a história, fique à vontade para comentar ou compartilhar suas opiniões sobre este caso que teve grande repercussão nacional.

Referências

  • https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/07/01/acidente-da-voepass-familias-de-vitimas-preparam-nova-ida-a-justica-com-acao-coletiva-por-danos-morais.ghtml
  • https://noticias.r7.com/jr-24h/boletim-jr-24h/video/pf-aponta-falhas-previas-em-aviao-da-voepass-e-investiga-responsabilidades-02072026/

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