Desdobramentos da Operação Unha e Carne marcam nova fase de investigações no Rio de Janeiro!

O pastor Márcio Poncio — Foto: Reprodução Instagram
Em uma nova fase da Operação Unha e Carne, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, foi transferido para um presídio federal, segundo informações fornecidas pela Polícia Federal. Bacellar estava detido desde março e foi levado à sede da PF, na Praça Mauá, no início do dia 2 de julho de 2026.
“Rodrigo Bacellar voltou a ser alvo de um mandado de prisão”, destacaram fontes da investigação. A operação também mira outros alvos como o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o pastor Márcio Poncio, ambos com históricos ligados ao crime organizado e a suspeitas de lavagem de dinheiro.
Bacellar foi inicialmente preso em dezembro de 2025, também durante a Operação Unha e Carne, sob suspeita de ter vazado informações que beneficiaram o Comando Vermelho, facilitando a destruição de provas durante investigações anteriores. Após um período em liberdade condicional, ele foi novamente capturado por determinação do STF.
Adilsinho, outra figura central na operação, é você referenciado como principal chefe do jogo do bicho no estado. No entanto, após sua prisão em fevereiro, as investigações apontaram para um esquema de lavagem de dinheiro operado por sua organização, o que inclui possíveis ligações com membros do legislativo carioca.
Além de Bacellar e Adilsinho, o pastor Márcio Poncio foi preso enquanto realizava suas atividades em um hotel na Barra da Tijuca. Cotado como “pastor do cigarro”, Poncio é visto como uma figura influente, ligada ao comércio ilegal de cigarros e possivelmente envolvido em uma rede ainda mais complexa ligada a crimes financeiros.

O advogado e ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, em 24/10/2019 — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
A quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga o crime organizado no Rio, também abrange a busca por Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. Ele já negou qualquer participação em esquemas ilegais e ressaltou sua disposição para colaborar com as autoridades.
A Polícia Federal afirma que a nova fase da operação é baseada em documentos apreendidos com Adilsinho, que revelam supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais que podem ter influenciado ações no executivo e legislativo do estado.
Este desdobramento das investigações reitera a preocupação com a infiltração do crime organizado na política brasileira e ressalta a importância da fiscalização por parte das autoridades. Os desdobramentos dessas investigações continuam a ser acompanhados de perto, com a expectativa de que novas informações surjam em breve.
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Referências
- https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/07/02/rodrigo-bacellar-sera-transferido-para-presidio-federal.ghtml
- https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/07/pf-mira-bacellar-e-pastor-marcio-poncio-em-operacao-sobre-ramificacao-do-jogo-do-bicho-no-executivo-e-legislativo-do-rio.shtml
