Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro critica ataques e se une a grupo de mulheres contra difamação

Muitas das grandes plataformas de redes sociais terão a responsabilidade de proibir o acesso a menores de 16 anos. — Foto: Getty Images
Um grupo de mulheres conservadoras, atuantes na política, está considerando entrar com uma ação judicial nos Estados Unidos em resposta a uma série de ataques que afirmam ter sofrido nas redes sociais. De acordo com informações publicadas pela jornalista Ana Flor, do G1, as integrantes do grupo acreditam que esses ataques são parte de uma campanha de difamação coordenada por indivíduos ligados ao bolsonarismo, frequentemente referidos como pertencentes a um “gabinete do ódio”.
“Os ataques foram direcionados não somente a mim, mas também a outras mulheres que se posicionam publicamente sobre temas sociais”, declarou Michelle Bolsonaro, cuja recente gravação a respeito dos comentários maldosos motivou a união do grupo. Michelle se queixou de que “um grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias”.
O coletivo já contactou um advogado nos EUA para avaliar as opções jurídicas e coletou publicações que, segundo elas, configuram calúnia e injúria, podendo ser considerados crimes sob a legislação americana. “Estamos analisando nossas opções legais e reunindo toda a documentação necessária para sustentar nossa posição”, afirmou uma das participantes do grupo.
Além de Michelle, outras figuras políticas, como a senadora Damares Alves e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, são mencionadas como alvos frequentes dos ataques. O grupo também considera a inclusão de casos que envolvam ataques a mulheres de posições políticas de esquerda, provenientes dos mesmos perfis de atacantes.
As demandas já chegaram ao conhecimento do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que têm sido interpelados diante da situação.
Este movimento reflete um contexto mais amplo de discussões sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais e a necessidade de responsabilização por conteúdos virtuais prejudiciais. O grupo de mulheres conservadoras busca, portanto, não apenas proteger seus direitos, mas também estabelecer um precedente para que ações semelhantes sejam tomadas contra ataques e ofensas nas redes sociais.
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Referências
- https://g1.globo.com/economia/blog/ana-flor/post/2026/07/02/grupo-de-mulheres-de-direita-ameaca-acionar-justica-dos-eua-contra-ataques-nas-redes-sociais.ghtml
- https://iclnoticias.com.br/mulheres-direita-acao-eua-ataques-bolsonaristas/
- https://www.meionews.com/politica/grupo-de-mulheres-conservadoras-avalia-acionar-justica-dos-eua-apos-ataques-nas-redes-sociais-568426
