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Fim da Escala 6×1: Governo Aponta 17 Atividades que Precisarão de Regras Específicas

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Quais os impactos da PEC aprovada na Câmara sobre a jornada de trabalho?

Comemoração: plenário da Câmara dos Deputados aprova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e permite o fim da escala 6x1.
Comemoração no plenário da Câmara dos Deputados após a aprovação da PEC que altera a jornada de trabalho. | Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O governo federal anunciou que, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho de 6×1 seja aprovada no Senado, 17 atividades profissionais precisarão de regulamentações específicas. Essa mudança se dá no contexto de uma redução da carga semanal de 44 para 40 horas, mantendo o salário inalterado, o que levanta diversas questões sobre o impacto nas rotinas de trabalho.

Entre as categorias mais afetadas estão atletas, vigilantes e motoristas, que requerem uma análise cuidadosa devido às suas modalidades de trabalho. O Ministério do Trabalho destacou que é essencial adaptar as regras a estas profissões, já que a proposta envolve modificações no repouso semanal remunerado — previsto para ser estendido de um para dois dias, com um deles, preferencialmente, aos domingos.

Ainda segundo a análise do documento, os setores com escalas específicas, como os trabalhadores da saúde, enfrentam riscos, já que a nova jornada pode ultrapassar as 40 horas semanais. “Entre as escalas citadas, o governo identificou que a mais preocupante é a de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, aplicada aos profissionais da saúde, entre outras categorias”, observou um especialista.

Enfermeiros são profissionais que atuam em escala 12x36.
Enfermeiros trabalham em regime de escala 12×36, uma das modalidades que pode ser impactada pela nova legislação. | Foto: Domingos Peixoto

As indústrias já se preparam para as mudanças, prevendo repasses de custos aos consumidores e um possível aumento nos investimentos em automação. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 51% das empresas consultadas afirmar que repassarão custos, enquanto 41% planejam investir em tecnologias para reduzir a necessidade de mão de obra.

Por sua vez, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebe pressão para dar seguimento à discussão e aprovação da PEC no Senado, mas com uma licença do relator da proposta na Câmara, as discussões poderão ser adiadas até após as eleições. Neste cenário, o governo busca garantir que a adaptação às novas condições de trabalho seja feita por meio de negociações coletivas entre empregadores e sindicatos.

Essas mudanças ainda geram dúvidas entre especialistas. O advogado e professor Sólon Cunha comentou: “Como a PEC altera a Constituição, que é soberana, ninguém sabe se as leis específicas terão validade”. A proposta, aprovada na Câmara com 472 votos a 22, representa um marco significativo nas legislações trabalhistas brasileiras.

O leitor está convidado a compartilhar opiniões e reflexões sobre as possíveis consequências da PEC e as novas regulamentações necessárias para manter um equilíbrio nas relações de trabalho.

Referências

  • https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/03/fim-da-escala-6×1-governo-aponta-17-atividades-que-precisarao-de-regras-especificas-veja-quais.ghtml
  • https://veja.abril.com.br/politica/licenca-de-deputado-diminui-pressao-sobre-alcolumbre-por-pec-do-fim-da-escala-6×1/

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