A importância do exame para detectar a lipoproteína(a) para a saúde cardiovascular!

— Foto: Robina Weermeijer/Unsplash.
O colesterol é um componente crucial da saúde, porém, um tipo específico, conhecido como lipoproteína(a), gera preocupações cada vez maiores entre os especialistas. Essa fração de colesterol, que é determinada quase que exclusivamente pela genética, pode aumentar o risco de infartos em até três vezes. Essa nova realidade vem sendo enfatizada nas diretrizes mais recentes sobre dislipidemia, publicadas pelo American College of Cardiology e pela American Heart Association.
De acordo com as recomendações atualizadas, todos os adultos devem fazer o exame para medir os níveis de lipoproteína(a) ao menos uma vez na vida. Segundo o cardiologista Elzo Mattar, diretor do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, essa fração não reage às mudanças no estilo de vida e não é afetada por dieta, exercícios ou uso de estatinas, medicamentos frequentemente usados para controlar o colesterol LDL.
A lipoproteína(a) é especialmente preocupante porque, estima-se, que cerca de 20% da população tenha níveis elevados sem saber. “A pessoa nasce com uma tendência a ter a lipoproteína(a) mais alta ou mais baixa”, destaca Mattar, ressaltando que essa situação não é corrigida apenas com mudanças de hábitos.
Um exame simples de sangue pode diagnosticar a condição de forma eficaz. Mesmo que ainda não existam tratamentos específicos amplamente disponíveis, como farmacológicos, conhecer os níveis de lipoproteína(a) permite a implementação de medidas preventivas mais rigorosas. “Quem tem a lipoproteína(a) elevada precisa ter um acompanhamento mais próximo de outros fatores de risco”, orienta o cardiologista.
O futuro da pesquisa traz uma luz de esperança com o desenvolvimento de novos tratamentos. Um dos mais promissores é um medicamento chamado pelacarseno, que recentemente demonstrou uma redução significativa nos níveis de lipoproteína(a). Os resultados de estudos clínicos sobre sua eficácia devem ser revelados ao longo de 2026.
Com a crescente conscientização sobre a importância dos exames de colesterol hereditário, a orientação médica está mudando. “Trata-se de um exame simples que, quando feito, ajuda a conhecer melhor os riscos cardiovasculares e permite um acompanhamento mais preciso e individualizado”, conclui Mattar.
Por isso, fica o alerta: é essencial que todos busquem avaliar seus níveis de lipoproteína(a), não apenas para entender os próprios riscos, mas também para garantir que medidas apropriadas sejam tomadas a fim de preservar a saúde cardiovascular.
Converse sobre sua experiência, inovação médica e orientações com seu médico, e não deixe de compartilhar este importante aviso com amigos e familiares!
Referências
- https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/07/17/o-colesterol-de-origem-genetica-que-a-estatina-nao-baixa-e-que-pode-triplicar-o-risco-de-infarto.ghtml
- https://www.metropoles.com/saude/colesterol-hereditario-exame
- https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/bons-habitos-nem-sempre-blindam-contra-doencas-entenda,a8ead6ab07ff938a609a36750d3bc23ewurz5hi0.html
