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Venezuela anuncia saída da Corte Penal Internacional e reata relações com o Peru

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O novo governo de Delcy Rodríguez faz mudanças significativas na política externa da Venezuela. Quais serão as implicações?

Imagem relacionada ao anúncio do governo da Venezuela
Imagem relacionada ao anúncio do governo da Venezuela. Fonte: still_22791545_13715.668000000001_still.jpg

O governo da Venezuela, sob a presidência de Delcy Rodríguez, anunciou importantes mudanças em sua política externa que podem impactar seus relacionamentos internacionais. Na última sexta-feira, o novo chanceler, Félix Plasencia, revelou a decisão de iniciar o processo de retirada da nação da Corte Penal Internacional (CPI). A acusação principal contra a CPI é de que a entidade teria agido com um “sesgo geográfico”, direcionando suas investigações desproporcionalmente a países da América Latina e da África.

Plasencia enfatizou que “Venezuela considera que a atuação da Corte responde a um sesgo geográfico demonstrado”, alegando que essa postura perpetua “a perseguição contra o povo venezuelano” e agrava as desigualdades que a justiça internacional deveria corrigir. Essa posição não é uma novidade, já que as tensões entre Caracas e a CPI vêm se intensificando desde 2018, quando a Corte iniciou investigações sobre possíveis violações de direitos humanos no país. Em 2025, a CPI chegou a fechar sua sede em Caracas por falta de progresso nas investigações.

Além disso, o chanceler anunciou que seu governo iniciará um processo de reatamento das relações diplomáticas com o Peru, após quase dois anos de rompimento. A proposta inicial contempla a reativação das relações consulares, com o intuito de garantir a proteção e os serviços para os cidadãos venezuelanos que residem no país vizinho. Essa decisão ocorre em um contexto de mudança política no Peru, onde a nova presidente, Keiko Fujimori, assumirá o cargo em breve.

A reação dos Estados Unidos foi notável, celebrando o afastamento da Venezuela da CPI. O Departamento de Estado norte-americano não apenas apoiou a decisão, mas também intensificou sua crítica ao tribunal, chamando-o de “corrupto” e sem legitimidade. Essa parceria entre o novo governo venezuelano e Washington, segundo analistas, pode ser uma estratégia para fortalecer a posição da Venezuela no cenário internacional.

O novo chanceler, que possui experiência diplomática, é considerado uma figura moderada dentro do chavismo, o que pode trazer novos ventos à política externa da Venezuela, além de gerar discussões a respeito das implicações dessas decisões criticadas por grupos de direitos humanos.

Essas mudanças e seus desdobramentos continuarão a ser observadas de perto, visto que as relações internacionais são complexas e multiplicam-se a partir de interesses variados.

O leitor é convidado a compartilhar suas opiniões sobre essas novas diretrizes de política externa da Venezuela e suas possíveis repercussões.

Referências

  • https://cnnespanol.cnn.com/2026/07/24/venezuela/canciller-plasencia-giro-corte-penal-relaciones-peru-orix
  • https://www.clarin.com/mundo/venezuela-anuncio-salida-corte-penal-internacional-estados-unidos-felicito-gobierno-delcy-rodriguez_0_gC2DD2B4nl.html
  • https://www.ntn24.com/noticias-actualidad/trato-de-matar-dos-pajaros-de-un-solo-tiro-analisis-a-decision-de-delcy-rodriguez-que-causo-la-reaccion-de-estados-unidos-636300

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