Desastre ocorrido na Barra Funda mobiliza colegas de trabalho e clama por justiça

Carro colide lateralmente em caminhão de coleta de lixo em via urbana durante a noite. Trabalhadores com coletes refletores estão no local. Um deles é atropelado. — Foto: Reprodução/TV Globo
A cidade de São Paulo foi marcada por uma tragédia na noite do último domingo, 26 de julho de 2026, quando o jovem gari Diego Rafael da Silva, de apenas 19 anos, foi atropelado e morto por um veículo dirigido por um motorista embriagado. O acidente ocorreu na Barra Funda, na zona oeste da capital, enquanto Diego trabalhava na coleta de lixo, tarefa que ele iniciara há apenas dois meses.
“Ele tinha pedido as contas de um trabalho para ir para esse emprego, pois ganhava um pouco mais”, ressalta sua mãe, Elineide da Silva, que também expressou seu temor em relação à segurança do filho: “Eu ainda falei para ele, ‘Diego, esse é mais arriscado, não vai'”. Comovida, a mãe pediu justiça e desabafou: “O que vai ser da minha neta? O que eu vou falar para a minha neta quando ela perguntar?”.
Diego deixava uma filha de 1 ano e três meses e uma esposa grávida. Ele foi atingido enquanto recolhia lixos na traseira de um caminhão de coleta que estava devidamente sinalizado. O motorista, identificado como Guofang Huang, de 53 anos, estava sob influência de álcool, com um teste de bafômetro que detectou 0,73 mg/l, mais do que o dobro do limite legal.

O empresário chinês Guofang Huang apresentava sinais evidentes de embriaguez e tinha dificuldade para permanecer em pé quando foi abordado pela Polícia Militar no local do crime. — Foto: Reprodução/TV Globo
Após o atropelamento, Guofang fugiu da cena do acidente, mas foi interceptado por um motoboy que presenciou o ocorrido. Ele foi posteriormente preso e sua prisão preventiva foi decretada pela Justiça.
Em resposta ao trágico acidente, colegas de trabalho de Diego paralisaram parcialmente a coleta de lixo em várias regiões da cidade, trazendo à tona a necessidade de um debate mais profundo sobre a segurança dos trabalhadores nas ruas. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco) organizou um ato em homenagem a Diego e em protesto contra a impunidade.
Com esta triste história, a comunidade e as autoridades são chamadas a refletir sobre a segurança no trânsito e os riscos enfrentados por profissionais essenciais como os garis. Como afirmou a mãe de Diego, “Foi-se embora um pedaço de mim. Agora como eu vou viver sem meu menino?”.
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Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/07/aconteceu-o-que-eu-mais-temia-diz-mae-de-gari-morto-atropelado-por-motorista-embriagado-em-sp.shtml
- https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/07/28/motorista-que-atropelou-coletor-de-lixo-mal-conseguia-ficar-em-pe-e-tinha-o-dobro-de-alcool-no-sangue-do-permitido-em-lei-dizem-pms.ghtml
- https://www.estadao.com.br/sao-paulo/garis-paralisam-coleta-em-sao-paulo-apos-morte-de-colega-atropelado-por-motorista-bebado/
