Milhares de manifestantes se reúnem em diversas cidades para criticar a política migratória do presidente

Manifestantes marcham perto do Capitólio estadual da Geórgia, em Atlanta, durante protesto do “Dia Sem Reis” — Foto: Dustin Chambers/The New York Times
No último sábado, 14 de junho de 2025, uma onda de protestos tomou conta dos Estados Unidos, marcando o chamado “Dia Sem Reis”. Com o presidente Donald Trump promovendo uma parada militar em Washington em honra ao seu aniversário, milhares de pessoas se mobilizaram em cerca de 1.500 atos em todas as 50 unidades da federação, manifestando sua insatisfação principalmente com a política migratória do governo.
Os atos, que ocorreram em grandes cidades como Atlanta e Los Angeles, enfatizaram críticas aos gastos exorbitantes com o desfile militar, estimados em US$ 100 milhões, num momento em que muitos cidadãos enfrentam dificuldades financeiras. Os organizadores do movimento usaram a frase “A corrupção foi longe demais. Sem tronos. Sem coroas. Sem reis” como símbolo da insatisfação com o governo atual. Durante os protestos, a assistente social Renee Hall-George afirmou: “Precisamos desse dinheiro em outros lugares, como na educação e assistência médica” e mencionou a realidade de muitas famílias que enfrentam dificuldades.
Em Atlanta, o protesto ganhou força perto do Capitólio estadual, onde manifestantes exibiam placas e cartazes. Em Los Angeles, até mesmo artistas de comunidades nativas dos EUA participaram trazendo cultura e música ao ato, refletindo a diversidade da mobilização. Além disso, as tensões aumentaram devido ao envio de 2 mil soldados da Guarda Nacional pela administração Trump para controlar os protestos.

Grupo formado por integrantes de comunidades nativas dos EUA se apresentam em protesto do “Dia Sem Reis”, contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Los Angeles — Foto: Apu Gomes/Getty Images/AFP
Entretanto, a situação em Minnesota foi diferente, com a maioria dos protestos cancelados após um trágico atentado que resultou na morte da deputada estadual Melissa Hortman. O governador Walz manifestou sua tristeza e a necessidade de um futuro pacífico, reforçando a importância da segurança nas manifestações.
Com a mensagem de que “Presidente não é rei”, os protestos refletiram um desejo por mudança e uma reação ao que muitos consideram uma prática autoritária do governo Trump. As autoridades de Los Angeles, por sua vez, alertaram sobre possíveis atos de violência e enfatizaram que não tolerariam vandalismos.

Protesto do “Dia Sem Reis”, contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Bethesda, no estado de Maryland — Foto: Danny KEMP / AFP
As vozes da população estão se manifestando contra um governo cuja postura em relação aos imigrantes e a segurança pública geram crescente indignação. Conforme as mobilizações se espalhem, é essencial que os cidadãos continuem a se expressar e a lutar por seus direitos.
A participação em debates e discussões é fundamental para a construção de um futuro mais justo e democrático. Os leitores são convidados a compartilhar suas opiniões sobre os protestos e as políticas do governo Trump. Quais são suas expectativas para os próximos meses?
Referências
- https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/06/14/dia-sem-reis-antes-da-parada-militar-de-trump-milhares-vao-as-ruas-dos-eua-em-atos-contra-o-presidente.ghtml
- https://veja.abril.com.br/mundo/presidente-nao-e-rei-manifestacoes-contra-governo-trump-se-espalham-pelos-eua-neste-sabado/
- https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2025/06/trump-faz-parada-militar-milionaria-em-meio-a-crise-na-california.shtml
