Falta de apoio e estrutura precária marcam a competição em contraste com a Eurocopa

Fonte: Rodrigo Buendia / AFP
Na atual edição da Copa América Feminina, que está sendo realizada no Equador, jogadoras da Seleção Brasileira, incluindo a icônica Marta, expressaram suas preocupações sobre a falta de estrutura e investimento adequado no torneio. Em declarações públicas, elas relataram um cenário desanimador, reclamando das condições oferecidas pela Conmebol, a confederação de futebol da América do Sul.
A principal crítica das jogadoras envolve a escolha do estádio Gonzalo Pozo Ripalda, que abrigou a maioria das partidas do Grupo B. Segundo Marta, “temos que cobrar um alto nível de organização, temos o direito de cobrar isso”. Durante as duas primeiras rodadas, as equipes foram obrigadas a aquecer dentro de vestiários com espaço reduzido, o que comprometeu a preparação antes dos jogos. Essa situação levou à frustração, não apenas pela falta de espaço, mas também pela altitude de Quito, que agrava ainda mais as condições.
A jogadora Kerolin destacou a diferença drasticamente negativa em comparação com a Eurocopa, que ocorre no mesmo período. “É surreal a diferença de estrutura, audiência e investimento. Chega a ser desanimador”, afirmou em suas redes sociais.
A repercussão dessas denúncias levou a Conmebol a rever seu protocolo, permitindo que todas as jogadoras tenham 15 minutos de aquecimento no gramado a partir da terceira rodada. Contudo, além do aquecimento, questões profundas sobre a estrutura e suporte ao futebol feminino continuam latentes.

Fonte: Armando Prado / AFP
Apesar das dificuldades, a seleção brasileira conseguiu vitórias significativas, derrotando Venezuela e Bolívia nas suas primeiras partidas. Contudo, a comissão técnica enfrentou problemas, como não poder avaliar corretamente a condição da atacante Kerolin antes de um jogo. A insatisfação é palpável entre as atletas, que anseiam por um tratamento digno e respeitoso ao nível de competição que estão disputando.
Com o baixo público assistindo aos jogos e as disparidades em relação à Eurocopa, onde estádios estavam lotados e com recordes de presença, a situação atual na Copa América dá margem a um apelo à mudança. A expectativa é que as próximas edições dos torneios femininos tenham um suporte muito mais robusto e que a realidade apresentada neste ano sirva de aprendizado para a Conmebol e demais federações.

Fonte: Fabrice Coffrini / AFP
Como as jogadoras e a comissão técnica vão contornar essas adversidades nas próximas partidas permanece a questão. O Brasil voltará a campo em busca de melhorar seu desempenho e angariar atenção tanto dentro quanto fora dos seus jogos.
Esse cenário, pleno de desafios e a necessidade de uma ação mais contundente em favor do futebol feminino na América do Sul, clama por vozes que não hesitem em exigir melhorias. Você também tem sua opinião? Deixe seu comentário e compartilhe esse artigo!
Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/07/em-contraste-com-sucesso-da-euro-jogadoras-denunciam-abandono-na-copa-america.shtml
- https://www.terra.com.br/ao-vivo/esportes/terrabolistas/terrabolistas-analisa-atuacao-do-brasil-na-copa-america-feminina-e-mais,f260610cf1ecdb45547cfc0b3b61f4f7phuw0j0a.html
