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Segurança é preso ao tentar vender imagens da explosão que deixou nove mortos em fábrica no Paraná

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Investigação prossegue após tragédia em Quatro Barras; familiares se reúnem com Defensoria Pública

Imagens internas da empresa Enaex mostram área da explosão destruída
Imagens internas da empresa Enaex mostram área da explosão destruída — Foto: Corpo de Bombeiros

No último sábado (16), um segurança terceirizado, de 27 anos, foi preso em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, por tentar vender por R$ 5 mil imagens da explosão que ocorreu na fábrica Enaex Brasil e resultou na morte de nove pessoas. A explosão, que aconteceu na manhã de terça-feira (12), está sendo investigada pelas Polícias Civil e Científica, além do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR).

O homem ofereceu as imagens, oriundas do sistema interno de monitoramento da empresa, a emissoras de televisão. Segundo informações da Polícia Civil, após ser preso no local de trabalho, ele confessou a tentativa de venda e demonstrou arrependimento. O nome do suspeito não foi divulgado e ele responderá por violação do sigilo profissional, já que os funcionários da fábrica assinaram um termo de confidencialidade.

Após assinar um termo de compromisso, o segurança foi liberado, mas deve passar por audiência preliminar nos próximos dias. A Enaex Brasil repudiou a conduta do vigilante e informou que todas as gravações do sistema de segurança foram entregues apenas às autoridades competentes.

A explosão, que devastou uma área de 25 metros quadrados da fábrica, aconteceu enquanto materiais explosivos estavam sendo preparados para transporte. O secretário de segurança pública do Paraná, Hudson Teixeira, afirmou que a força da explosão fragmentou os corpos, tornando o uso de exames de DNA necessário para identificar as vítimas. A identificação que levaria cerca de 30 dias pode ser reduzida para entre 10 e 15 dias, com ajuda de laboratórios de outros estados.

Até agora, os nomes dos nove funcionários que perderam a vida foram divulgados e eles atuavam como operadores na fábrica. A comunidade local, incluindo moradores de pelo menos oito cidades, relatou ter sentido o impacto da explosão.

Em um esforço para apoiar as famílias das vítimas, a Defensoria Pública do Paraná se reunirá nesta segunda-feira (18) para esclarecer dúvidas sobre direitos e processos legais envolvidos na tragédia.

Vítimas de explosão em fábrica de explosivos no Paraná
Vítimas de explosão em fábrica de explosivos no Paraná — Foto: Redes sociais

Tragédias como esta destacam a importância de revisões de segurança em instalações de risco, especialmente em locais que lidam com materiais explosivos. O luto das famílias e a responsabilidade das empresas são questões que precisam ser abordadas com seriedade e comprometimento.

Os leitores estão convidados a compartilhar suas opiniões sobre o este trágico incidente nos comentários abaixo. Sua interação é importante para fomentar discussões construtivas sobre segurança no trabalho e o tratamento de vítimas em situações de calamidade.

Referências

  • https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2025/08/17/seguranca-terceirizado-preso-venda-imagens-explosao-fabrica-grande-curitiba.ghtml
  • https://record.r7.com/domingo-espetacular/video/explosao-em-fabrica-do-parana-deixa-nove-mortos-18082025/
  • https://www.tribunapr.com.br/noticias/curitiba-regiao/familiares-de-vitimas-da-enaex-se-reunem-com-a-defensoria-publica-nesta-segunda/

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