O que significa o corte de preços-alvo do Bank of America para as duas gigantes do varejo?

Magazine Luiza e Casas Bahia – Imagem: fonte não especificada.
O Bank of America (BofA) anunciou cortes nos preços-alvo para as ações do Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), refletindo uma perspectiva sombria sobre o futuro do varejo no Brasil. Com base nos resultados do segundo trimestre de 2025, o preço-alvo do Magazine Luiza foi reduzido de R$ 6,20 para R$ 5,50, enquanto para a Casas Bahia a queda foi de R$ 3 para R$ 2,50. “Os analistas do banco estão de olho nas despesas financeiras mais altas”, conforme mencionado pelo relatório.
As ações de ambas as empresas estão enfrentando um cenário desafiador, especialmente devido ao elevado nível de endividamento dos consumidores e a competição crescente no e-commerce. O BofA reafirma a classificação de “underperform” (equivalente a venda) para ambas as ações, indicando a continuidade da pressão vendedora. Para a Casas Bahia, o preço-alvo está baseado em um múltiplo de 0,12 vezes o volume bruto de mercadorias (GMV) estimado para 2026, refletindo a dependência do crédito em um ambiente econômico desafiador.
De forma análoga, as ações do Magazine Luiza também testam suportes críticos, com um histórico de quedas a partir das máximas anteriores. O movimento descendente é evidente, com riscos identificados que incluem uma redução na demanda e um clima de consumo enfraquecido. O BofA aponta que, “os riscos para uma queda adicional no preço-alvo envolvem o sentimento do investidor mais fraco e a erosão na demanda”.
A análise técnica das duas varejistas indica que, enquanto a Casas Bahia se aproxima da mínima histórica em R$ 2,60 e sob pressão vendedora, a Magazine Luiza, com uma leve alta, ainda luta para se manter acima das médias móveis, apresentando sinais mistos para o futuro. Ambas as ações acumulam quedas consideráveis em agosto e os analistas alertam para a necessidade de superar resistências significativas para evitar novas desvalorizações.
Diante desse panorama, investidores devem observar de perto o comportamento dessas ações e considerar com cautela as recomendações do BofA. O sentimento geral no mercado sugere um período turbulento para o setor de varejo, onde as estratégias de vendas e a adaptação às novas realidades do consumo poderão determinar a sobrevivência e o crescimento dessas gigantes.
Fica aqui o convite para que compartilhem suas opiniões e pensamentos nos comentários. Como você vê a situação do Magazine Luiza e Casas Bahia? Elas conseguem se recuperar desse cenário adverso?
Referências
- https://www.moneytimes.com.br/bofa-corta-precos-alvo-do-magazine-luiza-mglu3-e-casas-bahia-bhia3-lmrs/
- https://www.infomoney.com.br/mercados/bhia3-e-mglu3-varejo-em-queda-livre-ou-chance-de-repique-confira-analise-das-acoes/
- https://www.seudinheiro.com/2025/empresas/corra-de-magazine-luiza-mglu3-e-de-casas-bahia-bhia3-por-que-esse-banco-cortou-o-preco-alvo-e-diz-que-e-para-vender-as-acoes/
